Em relação ao maior dos SUV da marca espanhola, bem que se pode dizer que foi mais fácil conceber o modelo de sete lugares do que arranjar-lhe uma denominação. Depois de uma fase em que vários nomes foram avançados pelos fãs da marca, que terminou com a escolha de um lote de quatro finalistas – Alboran, Aranda, Avila e Tarraco -, a Seat tomou já uma decisão quanto ao nome daquele que será o seu próximo SUV. Segundo avança a alemã AutoMotorUndSport, a escolha dos responsáveis da marca espanhola recaiu em Tarraco, nome pelo qual era conhecida a antiga cidade de Tarragona.

A dificuldade na escolha da denominação prendeu-se com a luta pela independência catalã, uma vez que a Seat decidiu há muito escolher para os seus modelos nomes de cidades espanholas. Ao optar por Tarraco, corria o risco – caso a região se venha a tornar independente – de ter o maior dos seus SUV com nome de cidade “estrangeira”.

A publicação alemã aponta “círculos bem informados”, no seio da marca espanhola, como fonte desta informação. A americana CarScoops acrescenta que a apresentação do novo SUV, que passará assim fazer parte de uma oferta que conta já com duas propostas, Ateca e Arona, poderá acontecer já no próximo Salão Automóvel de Genebra, em Março.

Recorde-se que o modelo que assumirá o nome antigo de uma cidade que foi fundada pelos romanos, junto à costa do Mediterrâneo, a sul de Barcelona, terá por base a mesma plataforma do checo Skoda Kodiaq e do VW Tiguan Allspace, mas também – numa versão mais longa – à do Ateca. Assumindo-se igualmente como um adversário directo de propostas como o Nissan X-Trail e Hyundai Santa Fé.

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O novo Seat Tarraco deverá ser disponibilizado com uma série de motores a gasolina e diesel, todos eles oriundos do Grupo Volkswagen e já conhecidos de outros modelos. Com a preferência a ir maioritariamente para versões de tracção dianteira e caixa manual de seis velocidades, ao invés da tracção integral e transmissão automática DSG -solução que será disponibilizada, mas como opcional ou em versões específicas.

Ao mesmo tempo e face à direcção que praticamente todas as marcas têm vindo a tomar, no sentido da electrificação dos seus modelos, não será de descartar a hipótese de o Tarraco vir a contar com uma ou mais versões “mild” híbridas, híbridas plug-in ou até mesmo eléctricas, lá mais para a frente. O novo SUV deverá entrar em produção ainda este ano, na fábrica do Grupo Volkswagen em Wolfsburgo.