Zona Euro

Economia da zona euro abranda em fevereiro para mínimo dos últimos 3 meses

De acordo com o índice da empresa londrina IHS Markit, o crescimento económico da zona euro abrandou para o mínimo dos últimos três meses.

JOAO PAULO TRINDADE/LUSA

O crescimento económico na zona euro abrandou em fevereiro para o mínimo dos últimos três meses, após ter atingido em janeiro o máximo em 12 anos, indica esta quarta-feira o índice PMI da Markit. Segundo o ‘flash’ do índice PMI compósito da empresa londrina IHS Markit, este indicador baixou de 58,8 pontos em janeiro para 57,5 pontos em fevereiro, mas mantém-se próximo dos níveis mais elevados da década.

No mês em análise, a atividade empresarial nos 19 países da zona euro continuou a expandir-se a um ritmo intenso, tendo-se a pressão sobre os preços e o crescimento do emprego mantido também elevados, ainda que com uma desaceleração que resultou num menor aumento das novas encomendas.

Apesar de abrandar, o crescimento de novas encomendas levou as empresas a reforçar a sua capacidade produtiva, com o aumento do emprego no setor dos serviços a atingir máximos da década. Já no setor industrial este indicador recuou para o mínimo dos últimos cinco meses.

Segundo a empresa de análise e informação económica e financeira Markit, as encomendas pendentes continuaram a acumular-se, o que demonstra a falta de capacidade das empresas para responder à procura, ainda que estes atrasos tenham sido em janeiro os mais baixos do último semestre.

Ainda assim, o otimismo das empresas relativamente aos próximos 12 meses atingiu o máximo desde 2012, sendo o panorama bastante mais positivo no setor dos serviços do que no industrial. Por países, o crescimento económico na Alemanha foi o menor dos últimos três meses, enquanto em França atingiu o mínimo de quatro meses, muito embora ambos apresentem um nível de crescimento “robusto”.

Citado pela agência AP, o economista chefe da IHS Markit, Chris Williamson, antecipa que a zona euro deverá registar um crescimento de 0,9% no primeiro trimestre de 2018, que compara com os 0,6% do último trimestre de 2017, um nível considerado “forte” e capaz de induzir “consideráveis decréscimos nas ainda elevadas taxas de desemprego na região”.

“O ritmo de expansão [da economia] continua impressionante e deverá levar a zona euro a registar o melhor trimestre de há quase 12 anos”, sustentou.

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