2 de dezembro de 1993. A unidade de operações especiais da Polícia Nacional da Colômbia consegue, por fim, localizar Pablo Escobar num bairro de classe média em Medellín e, cercado, o narcotraficante mais procurado pelas autoridades do país (com o inestimável apoio do FBI) seria morto num telhado durante a sua tentativa de fuga.

Tornou-se célebre na Colômbia (e um pouco por todo o mundo) a fotografia do coronel Hugo Aguilar, sorridente, segurando uma arma com a mão esquerda e o corpo de Escobar com a direita. Foi de Aguilar o último disparo, que matou Escobar.

Esta quinta-feira, Aguilar, hoje com 66 anos e já afastado da polícia, voltou a ser notícia na Colômbia. Foi detido, juntamente com a mulher e o seu alegado testa-de-ferro, e está a ser acusado de lavagem de dinheiro e enriquecimento ilícito, tendo amealhado ao longo dos anos uma fortuna (que sempre conseguiu esconder) devido à sua relação próxima com grupos paramilitares colombianos. Aguilar terá uma fortuna avaliada em 5,2 milhões de dólares.

Mas esta não é a primeira vez que o antigo coronel que matou Escobar tem problemas com a justiça na Colômbia. Em 2011 foi condenado a nove anos de prisão devido, novamente, à sua relação com os mesmos grupos paramilitares.

Depois de se retirar da Polícia Nacional da Colômbia, no final da década de 1990, Hugo Aguilar voltou-se para a política e chegou mesmo a governador de Santander, cargo que exerceu entre 2004 e 2007. Foi durante estes anos que, segundo a acusação — a investigação demorou três anos a ser concluída –, o coronel terá apoiado politicamente grupos paramilitares, ilegais, de direita na Colômbia. Hugo Aguilar está proibido desde então de voltar a exercer cargos políticos.