O Presidente da República de Moçambique, Filipe Nyusi, defendeu hoje em Genebra, numa intervenção na 37.ª sessão regular do Conselho dos Direitos Humanos, que o direito à vida é primordial e deve ser uma garantia universal. “O direito à vida é o mais importante no campo dos direitos humanos e é um direito sem o qual nenhum outro direito pode existir”, disse o chefe de Estado de Moçambique, durante o seu discurso.

Na intervenção, Nyusi disse que “apesar dos progressos”, continua-se a assistir “a pessoas que defendem os seus direitos enfrentando perigos, conflitos armados e as migrações continuam a colher vidas de pessoas que podiam ter um papel valioso”.

O direito à vida, vincou, “é um valor supremo que tem de ser defendido por todos sem exceção”.

Dando o exemplo do seu país, Nyusi salientou o caminho para a paz e a reconciliação, referindo que “foram dados passos significativos para o espírito da conciliação” e para “reduzir o número de incidentes de violações dos direitos humanos”.

Filipe Nyusi lembrou também as leis aplicadas em Moçambique, como a proteção das pessoas jovens, a lei de combate ao tráfico humano e a lei da família, para concluir que o país tem “seguido de perto” as recomendações das Nações Unidas.

No final da intervenção, o Presidente da República de Moçambique lembrou o exemplo de combate às injustiças deixado por Nelson Mandela, defendendo que “o seu combate ao apartheid promoveu a realização dos direitos humanos em África e no mundo”.

O estadista sul-africano, concluiu, “era um grande advogado do multilateralismo nas Nações Unidas e também defendeu a extensão do domínio da esfera dos direitos humanos”.