A Weinstein Company, a produtora de cinema de Harvey Weinstein, vai abrir falência. A decisão surge depois do falhanço das conversações com um grupo de investimento que pretendia comprar todos os bens da empresa.

De acordo com a BBC, o negócio estava bem encaminhado até o Ministério Público de Nova Iorque ter avançado com uma ação legal contra a produtora, o próprio Harvey Weinstein e o irmão. O processo alega que os irmãos Weinstein criaram “um ambiente de trabalho hostil que durou anos, um padrão de assédio sexual quid pro quo e a utilização rotineira de recursos da empresa para fins ilícitos”. Harvey e Bob são acusados de violações graves de direitos civis, direitos humanos e leis empresariais.

Com o fim das conversações e a notícia do processo, a Weinstein Company emitiu um comunicado onde divulgou que “as discussões terminaram sem um acordo assinado e um processo de falência ordeiro é a única opção viável para maximizar o valor que ainda resta à empresa”.

O The Guardian conta que o Procurador-Geral de Nova Iorque quer obter uma indemnização – que ainda não foi especificada – para cobrir todos os danos às alegadas vítimas de assédio e abuso sexual. As acusações contra Harvey Weinstein surgiram em outubro de 2017, com uma grande reportagem do New York Times. Desde aí, centenas de mulheres acusaram o todo-poderoso produtor de vários casos de assédio, abuso e até violação ao longo de décadas.

Depois de ser afastado de organizações como o Sindicato de Produtores e a Academy of Motion Picture Arts and Sciences, responsável pelos Óscares, Harvey Weinstein acabou por ser despedido pela administração da própria empresa em outubro.

A teia de Harvey Weinstein

A Weinstein Company, criada em 2005, é uma das produtoras mais influentes no cinema norte-americano. A empresa fundada pelos irmãos Harvey e Bob é responsável por filmes como “O Discurso do Rei”, “Dama de Ferro” e “Django Libertado”.