Estava preso desde 2014, por fraude financeira, mas a data de saída do estabelecimento prisional de Euskirchen já era bem visível no horizonte: em julho, a pena de Carlos Patrick Godehard von Hohenzollern estaria cumprida. E o príncipe alemão, descendente de Guilherme II, o último rei da Prússia, seria novamente um cidadão livre.

Não chegará a acontecer: depois de na passada sexta-feira ter deixado a prisão numa saída precária de três dias, Carlos von Hohenzollern, de 39 anos, pegou num carro e conduziu até Frankfurt, a 320 km de distância, onde se instalou num quarto do luxuoso Hotel InterContinental.

Nessa mesma tarde, às 14h40, estaria morto, depois de uma queda de 21 andares e 60 metros, desde o terraço do hotel de cinco estrelas.

Os responsáveis da prisão garantiram que o homem, filho do também príncipe Godehard von Hohenzoller, proeminente colecionador de arte falecido em 2001, nunca recebeu apoio psicológico e não apresentava quaisquer sinais de alerta. No entanto, tudo aponta para que tenha sido suicídio.

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As autoridades não terão identificado quaisquer suspeitos. “Estamos a investigar se se trata de um suicídio, já que não há indícios de que tenha sido um acidente ou um homicídio”, disse a polícia local ao alemão FAZ.

Carlos Patrick Godehard von Hohenzollern, que cresceu num castelo do século XIV e herdou a fortuna do pai em 2001, estaria falido.