Síria

Ainda não saíram civis de Ghouta oriental, Síria, apesar da trégua humanitária

No segundo dia de trégua humanitária na região de Ghouta oriental ainda não saíram civis pelos "corredores de saída". Os intensos ataques começaram a 18 de fevereiro e já fizeram 561 mortos.

MOHAMMED BADRA/EPA

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  • Agência Lusa

A breve trégua humanitária pedida pela Rússia entrou esta quarta-feira em vigor pelo segundo dia consecutivo na região de Ghouta oriental, mas nenhum civil utilizou ainda os ‘corredores de saída’ do enclave rebelde e foram relatados confrontos.

O Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH) disse que a pausa nas hostilidades esta quarta-feira em Ghouta oriental foi precedida por vários ataques aéreos nas cidades de Harasta e Douma, onde as tropas sírias estarão também a tentar avançar com uma ofensiva terrestre.

Segundo o OSDH, bombardeamentos das forças do regime de Bashar al-Assad e confrontos limitados foram relatados em três frentes desde que a pausa começou.

A Rússia pediu uma trégua humanitária diária de cinco horas para permitir que civis saíssem da região, mas até agora ninguém utilizou os ‘corredores’ para deixar o enclave e também não entrou ajuda humanitária.

O Comité Internacional da Cruz Vermelha advertiu na terça-feira que “em cinco horas é impossível” levar uma coluna de ajuda humanitária até à região de Ghouta oriental.

“Temos uma longa experiência de transporte de ajuda pelas frentes de guerra na Síria e sabemos que pode levar um dia simplesmente a passar os postos de controlo, embora haja acordos prévios com todas as partes”, disse em comunicado o responsável regional do CICV para o Médio Oriente, Robert Mardini.

A televisão oficial síria indicou esta quarta-feira que pelo menos quatro ‘rockets’ caíram perto do corredor humanitário aberto pelas autoridades sírias para facilitar a saída de civis de Ghouta oriental, tendo responsabilizado “grupos terroristas” do enclave pelo ataque.

O enclave de Ghouta oriental, sitiado desde 2013, tem sido alvo de intensos ataques por parte das forças governamentais desde 18 de fevereiro, que já causaram 561 mortos, entre os quais 139 crianças, segundo o OSDH.

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