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O grupo Montepio deverá apresentar resultados (ainda mais) negativos nas contas do último ano. De acordo com a informação divulgada esta quarta-feira pelo Público, os capitais próprios do grupo que integra o banco Montepio e a seguradora deverão ser negativos e agravar-se para números perto dos 300 a 350 milhões de euros.

Embora as contas consolidadas do grupo relativas a 2016 não estejam ainda fechadas e auditadas, esta é a estimativa financeira da atividade da associação que traduz um agravamento na ordem dos 200 milhões face ao ano anterior. O relatório dessa mesma atividade irá a discussão e aprovação na reunião do Conselho Geral da associação mutualista (AMMG) que se reúne hoje. Destes resultados poderá ainda depender algum tipo de ajustamento nas listas candidatas aos órgãos sociais da Caixa Económica Montepio Geral que se encontram “bloqueadas” no Banco de Portugal.

De acordo com o mesmo jornal, a KPMG já tinha alertado em 2015 para o desequilíbrio financeiro da dona do banco Montepio. Na altura, a consultora contabilizou, na soma dos números das participadas, capitais próprios negativos de 107,529 milhões de euros. A empresa concluiu então que a equipa de Tomás Correia sobreavaliara a presença da AMMG, na Caixa Económica Montepio Geral (CEMG) e na Montepio Seguros, ao atribuir-lhes valores inadequados: contabilizava (e contabiliza) o banco em 2,016 mil milhões e a seguradora em 256 milhões de euros.

Informações que a própria associação contesta. De acordo com fonte oficial, “trata-se de uma especulação. A KPMG nunca produziu qualquer relatório com esse teor. O que produziu sim, foi uma certificação legal às contas publicadas na altura, cujo teor nunca qualifica a avaliação da CEMG e da Montepio Seguros”, declarou a mesma fonte.

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