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Guiné-Bissau

Guiné-Bissau. PAIGC diz que Presidente só quer eleições legislativas em 2019

O líder do PAIGC afirmou esta quarta-feira que o modo "como as coisas se passam" o levam a crer que o presidente, José Mário Vaz, "não quer eleições em 2018".

TIAGO PETINGA/EPA

O líder do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde (PAIGC), Domingos Simões Pereira, considerou esta quarta-feira que o Presidente do país quer “empurrar as eleições legislativas” para que tenham lugar somente em 2019, o mesmo ano das presidenciais.

“Tal como as coisas se passam, leva-nos a pensar que lá no fundo o Presidente da República não quer eleições em 2018”, afirmou Simões Pereira, em declarações aos jornalistas à saída de uma audiência com José Mário Vaz.

O Presidente guineense começou a ouvir, neste dia, os partidos políticos sobre a marcação da data das legislativas que o próprio defende que devem ser realizadas ainda este ano.

Para o líder do PAIGC, partido vencedor das últimas legislativas, mas que esteve arredado da governação na sequência de divergências com o Presidente, José Mário Vaz quer que o escrutínio só venha a ter lugar em 2019. Domingos Simões Pereira recordou que o Presidente guineense já havia avançado a possibilidade de as legislativas, que no calendário normal devem ter lugar em 2018, se realizem em 2019, aquando das presidenciais.

Nesse âmbito, disse ter recordado a José Mário Vaz “os pressupostos eleitorais que devem ser cumpridos”, de acordo com a lei, nomeadamente o registo de cidadãos com capacidade eleitoral e outros atos prévios. Domingos Simões Pereira afirmou ter sublinhando perante o Presidente guineense que o PAIGC “quer as eleições ainda este ano”, desde que fossem cumpridas todas as etapas previstas na lei.

A ideia de que José Mário Vaz não quer as eleições legislativas em 2018, foi também defendida, perante os jornalistas, por Idirssa Djaló, líder do Partido da Unidade Nacional (PUN, extraparlamentar), com a justificação de que o Presidente inicia as consultas com os partidos “sem ter um governo”.

O primeiro-ministro, Artur Silva, proposto por José Mário Vaz, a 31 de janeiro, ainda não conseguiu formar governo, porque as forças políticas não lhe reconhecem legitimidade.

Agnelo Regalla, presidente da União para Mudança (UM), com um assento no Parlamento, disse ter lembrado a José Mário Vaz que tal como a comunidade internacional exige que as eleições legislativas tenham lugar este ano também alerta para que o Presidente respeite o Acordo de Conacri.

Aquele acordo, proposto pela Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO), insta o Presidente guineense a nomear uma figura consensual para liderar o governo que integraria todas as forças políticas representadas no Parlamento, bem como o grupo de 15 deputados dissidentes do PAIGC.

O Presidente guineense prossegue as consultas às forças políticas na quinta-feira, ouvindo, entre outros, o Partido da Renovação Social (PRS), segundo mais votado no atual Parlamento. Dos 28 partidos ouvidos por José Mário Vaz, a maioria foi unânime em admitir que as eleições só se poderiam realizar no segundo semestre deste ano. O mês de novembro foi o que mais reuniu consenso dos partidos.

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