Festival da Canção

IURD rejeita ligação a música comparada com “Canção do Fim” de Diogo Piçarra

315

A IURD esclareceu que não "detém qualquer direito" sobre a música que tem sido comparada com "Canção do Fim", de Diogo Piçarra, e que o seu intérprete não tem qualquer ligação com a instituição.

MIGUEL A. LOPES/EPA

A Igreja Universal do Reino de Deus declarou que não detém direitos sobre a música que tem sido comparada a “Canção do fim”, de Diogo Piçarra, e rejeitou que o intérprete original tenha ligação àquela entidade.

“Face às recentes notícias que referem que a música composta e interpretada pelo cantor Diogo Piçarra na semifinal do festival da canção é um plágio de uma música da IURD [Igreja Universal do Reino de Deus] e de um pastor desta Igreja, vem a IURD esclarecer que tal não corresponde à verdade”, pode ler-se numa nota enviada à Lusa. A instituição sublinhou ainda que não “detém qualquer direito sobre esta música, nem o intérprete ali referenciado tem qualquer relação com a IURD”.

O cantor Diogo Piçarra anunciou, na terça-feira à noite, que abandonava a sua participação no Festival da Canção, após acusações de plágio, que já desmentiu. A decisão acontece um dia depois de a sua “Canção do fim”, apurada para a final do festival, ter sido dada como plágio de um tema religioso da IURD, numa comparação que adquiriu dimensão viral nas redes sociais.

Na segunda-feira, Diogo Piçarra rejeitara qualquer ideia de plágio de “Canção do Fim”. “Nunca participaria num concurso nacional com a consciência de que estava a plagiar uma música da Igreja Universal. Teria agarrado na guitarra e feito outra coisa qualquer”, afirmou, num comunicado divulgado pela Universal Music. “Canção do fim” tinha passado à final do Festival da Canção com a pontuação máxima, tanto do júri como do público.

Segundo o músico, a ideia da canção surgira-lhe em 2016, a par de outras que acabaram incluídas no mais recente álbum, “do=s”. “Desconhecia por completo o tema [da Igreja Universal] e continuarei a defender a minha música, por acreditar que foi criada sem segundas intenções”, explicou Piçarra, dizendo estar de “consciência tranquila”.

“Mantive-a guardada por achar algo especial, no entanto, a sua simplicidade e a sua progressão de acordes não é algo que não tenha sido inventado, tal como tudo na música. E é engraçado como a vida tem destas coisas, coincidência divina ou não, e perceber que a Internet é o verdadeiro juiz dos tempos modernos. Aclama mas também destrói”, afirmava, no comunicado de segunda-feira.

A RTP, que organiza o concurso, divulgou entretanto um comunicado em que afirma compreender e respeitar a decisão do compositor e intérprete de “Canção do fim” de se afastar desta edição do festival. “Independentemente dos argumentos e questões colocadas sobre o tema, a RTP não duvidou em momento nenhum da integridade do artista, cuja carreira já fala por si”, escreveu a televisão pública.

Com o afastamento de Diogo Piçarra, passou à final a canção “Mensageira”, composta por Aline Frazão e interpretada por Susana Travassos, de acordo com o regulamento, divulgou a RTP. A final do Festival da Canção realiza-se no domingo, no Pavilhão Multiusos de Guimarães, e será transmitida em direto na RTP1, RTP Internacional e RTP Play.

O vencedor do Festival da Canção irá participar em maio no Festival da Eurovisão da Canção, que este ano se realiza em Lisboa. Em 2017, Salvador Sobral venceu o Festival da Eurovisão da Canção com o tema “Amar pelos dois”, composto por Luísa Sobral.

Todos queremos saber mais. E escolher bem.

A vida é feita de escolhas. E as escolhas devem ser informadas.

Há uns meses o Observador fez uma escolha: uma parte dos artigos que publicamos deixariam de ser de acesso totalmente livre. Esses artigos Premium, por regra aqueles onde fazemos um maior investimento editorial e que mais diferenciam o nosso projecto, constituem a base do nosso programa de assinaturas.

Este programa Premium não tolheu o nosso crescimento – arrancámos mesmo 2019 com os melhores resultados de sempre.

Este programa tornou-nos mesmo mais exigentes com o jornalismo que fazemos – um jornalismo que informa e explica, um jornalismo que investiga e incomoda, um jornalismo independente e sem medo. E diferente.

Este programa está a permitir que tenhamos uma nova fonte de receitas e não dependamos apenas da publicidade – porque não há futuro para a imprensa livre se isso não acontecer.

O Observador existe para servir os seus leitores e permitir que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia. Por isso o Observador também é dos seus leitores e necessita deles, tem de contar com eles. Como subscritores do programa de assinaturas Observador Premium.

Se gosta do Observador, esteja com o Observador. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)