Um, dois, três. Jonas tinha três hat-tricks desde que chegou ao Benfica, com Sp. Covilhã, Nacional e Belenenses. Mas não fez a coisa por menos: diante do Marítimo, precisou apenas de 26 minutos entre o primeiro e o terceiro golos para atingir o feito ainda antes do intervalo. Aqui, Jonas foi como João Vieira Pinto, no célebre clássico em Alvalade que decidiu o título de 1994 por 6-3. Mas Jonas foi como muitos outros num só jogo.

Jonas foi como Eusébio. E foi como Eusébio porque, à semelhança do que tinha acontecido com o Pantera Negra em 1972/73, conseguiu marcar em 21 das 25 jornadas que disputou até ao momento, num total de 30 golos apontados até ao momento quando faltam ainda disputar nove (decisivos) jogos na Primeira Liga. Isto além de ter sido o segundo jogador encarnado a marcar 30 ou mais golos num Campeonato pelo menos duas vezes.

Jonas foi como Nené. E foi como Nené porque, à semelhança do que tinha acontecido com o goleador conhecido por nunca sujar os calções em 1979 (V. Setúbal) e em 1980 (Beira-Mar), fez um hat-trick na primeira parte de um encontro que terminou com a vitória dos encarnados por 5-0 na Luz.

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Jonas foi como Cardozo (e Vítor Batista, Magnusson, Rui Águas, João Vieira Pinto ou Nuno Gomes). E foi como Cardozo porque, à semelhança do que tinha acontecido com o Tacuara em 2012 pela última vez, apontou três golos ainda na primeira parte numa partida na Luz frente ao Marítimo.

Por tudo isto, a besta negra dos insulares (já leva um total de 12 golos frente aos leões da Madeira), que foi o segundo mais velho a marcar 30 ou mais golos no Campeonato apenas superado pela fabulosa época de Manuel Fernandes no Sporting em 1985/86, foi apenas Jonas. Um Jonas que, mesmo com uma taxa de ponderação a nível de ranking mais baixa do que os principais concorrentes, subiu ao sexto lugar da classificação da Bota de Ouro com 45 pontos, a um de Immobile e Messi e a três dos líderes Harry Kane, Salah e Cavani.

Há um ranking que separa Jonas entre ser o melhor de Portugal e o maior da Europa

Por tudo isto, Jonas continua a manter viva a chama de realizar os dois principais desejos até ao final da temporada, como assumiu em entrevista ao Esporte Interativo esta semana: ser campeão e ir à seleção. Mas, a este ritmo, até a Bota de Ouro pode não ser um objetivo tão inverosímil quanto isso…

“O ideal seria ser pentacampeão pelo Benfica e ser chamado à seleção, isso seria um ano fantástico. Gostaria de ser o melhor marcador em Portugal porque na Europa é difícil, pois o coeficiente português diminuiu. Cada golo vale um ponto e meio enquanto que nos outros países vale dois pontos e então teria de fazer muitos mais golos para acabar vencendo esse prémio”, destacou. Mas a continuar assim, os números estão do seu lado.