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Foram cerca de oito anos de tortura que chegaram ao fim há mais de um mês e meio. Agora, os 13 filhos do casal Turpin, que estiveram sequestrados pelos próprios pais naquela que ficou conhecida como “A Casa dos Horrores”, começam a recuperar a nível físico e mental.

Ver filmes como as sagas Harry Potter e Star Wars, mexer num iPad, ler livros sobre natureza e insetos, ouvir música country, jogar futebol e basquetebol e tocar guitarra são apenas algumas das atividades que os sete filhos fazem no Corona Medical Center, onde ainda estão internados.

Quem o diz são os advogados os sete filhos mais velhos à CBS e ao Desert Sun (que pertence ao USA Today). “Acima de tudo, estão ansiosos por serem independentes e planearem a sua vida”, afirmou Jack Osborn, um dos advogados.

Enquanto estes jovens, com idades entre os 18 e os 29 — o mais velho chegou a ir à faculdade –, estão a recuperar, as restantes crianças estão em duas casas de acolhimento perto do hospital. O contacto que têm uns com as outros é feito por Skype.

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Segundo contam Jack Osborn e Caleb Mason, os mais velhos estão aos poucos mais confiantes, estão a tomar decisões sobre o dia a dia e a fazer planos para o futuro.

Isso é muito importante: decidir o que vão ler, decidir o que vão vestir. Isto são tudo decisões que tomam todos os dias que são novas”, afirmou Osborn.

“Alguns nunca viram uma escova de dentes… Coisas que tomamos como garantidas significam muito para estas crianças”, acrescentou a presidente da Câmara, Karen Spiegel.

[A saída dos jovens da “Casa dos Horrores”]

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Os funcionários do hospital só têm coisas boas a dizer sobre eles, descrevendo-os como “adoráveis” e “agradecidos”. O hospital até fez ajustes ao estabelecimento para permitir que eles pudessem ter um espaço ao ar livre praticar desporto — recorde-se que estes jovens passaram vários anos acorrentados a camas e a passar fome. Segundo Osborn, os jovens adoram lasanha, sopa de lentilhas, mas não são muito apreciadores de burritos.

E se atualmente, os jovens querem ir ao cinema, à praia e passear pela montanha, também se imaginam na universidade e ter uma carreira no futuro. “Todos têm as suas próprias aspirações e os seus próprios interesses”, adiantou ainda Osborn. “Querem acabar a escola, querem ter carreiras. Estão ansiosos por ir ao cinema, ir às compras e tudo o resto que pessoas da idades deles fazem.”

[Veja no vídeo as 13 imagens mais marcantes do caso]

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Os 13 jovens foram salvos no passado dia 15 de janeiro, depois de a adolescente de 17 anos ter conseguido libertar-se e ligar para o 112 a pedir ajuda. Os pais David e Louise Turpin declaram-se como inocentes dos crimes de tortura, abuso de menores e falso sequestro.

Pais da casa dos horrores acusados de mais três crimes. A mãe é acusada de outro