Os médicos recém-especialistas em medicina geral e familiar e da área hospitalar devem estar colocados dentro de três semanas nas instituições do Serviço Nacional de Saúde (SNS) e a exercer a especialidade, segundo fonte oficial.

De acordo com fonte oficial da Administração Central do Sistema de Saúde (ACSS), o aviso que formaliza a abertura dos dois concursos dos profissionais que concluíram o internato no ano passado será publicado ainda esta terça-feira em Diário da República. Esta informação foi também avançada pelo ministro da Saúde, em declarações aos jornalistas à margem de uma cerimónia em Lisboa.

Os médicos especialistas em medicina geral e familiar queixaram-se neste dia de estarem há demasiado tempo à espera da abertura deste concurso, uma vez que o despacho que permite a abertura para a entrada de 110 profissionais que concluíram o internato em finais do ano passado foi publicado a 21 de fevereiro.

“Eu fiquei surpreendido com essa notícia porque a tramitação em Diário da República é a tramitação em Diário da República. Aliás, isso está em curso, como o concurso dos médicos hospitalares também está em curso”, afirmou Adalberto Campos Fernandes.

O ministro da Saúde falava à saída da 7.ª Conferência sobre o Índice de Saúde Sustentável 2017, que decorre no centro Cultural de Belém, em Lisboa. O aviso seguiu neste dia para “publicação urgente” em Diário da República e ocorre depois de o grupo de 77 especialistas em medicina geral e familiar ter vindo reclamar o que considera ser mais um atraso na abertura das vagas.

Contudo, a ACSS nega qualquer atraso e garante que tanto estes médicos como os da área hospitalar (mais de 500 vagas abertas) devem estar a trabalhar dentro de três semanas nas respetivas especialidades e a receberem enquanto especialistas. O aviso de abertura de concurso que será publicado em Diário da República neste dia contempla nomeadamente a distribuição das vagas por regiões e unidades de saúde.

Os concursos para os internos que terminaram a especialidade no ano passado têm sido alvo de ampla contestação, por parte dos profissionais, dos sindicatos médicos e da Ordem dos Médicos. No caso dos recém-especialistas hospitalares, mais de 700 profissionais aguardaram cerca de dez meses pela abertura do concurso.