Mafra

Frente do Palácio de Mafra interditada por risco de queda dos sinos

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A frente do palácio nacional de Mafra está interditada por risco de queda dos sinos devido ao mau tempo. Há sinos presos por andaimes desde 2004.

FÁBIO PINTO/OBSERVADOR

A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e a Proteção Civil interditaram a circulação pedonal em frente às torres do Palácio Nacional de Mafra para evitar acidentes decorrentes da queda de sinos ou outras estruturas devido ao mau tempo.

O condicionamento imposto nos últimos dias à circulação de pessoas na área envolvente às torres sineiras é uma medida de segurança preventiva, resultante da ativação de um plano de contingência criado pela DGPC em articulação com o município de Mafra”, confirmou esta quarta-feira a DGPC.

A mesma entidade esclareceu que, “apesar do mau tempo registado nas últimas semanas, não se deteta um agravamento do estado de conservação das torres, dos sinos e respetivas estruturas de suporte, não havendo, por isso, risco de derrocada.”

Em 2013, os sinos e carrilhões de Mafra, no distrito de Lisboa, foram considerados um dos “Sete sítios mais ameaçados na Europa”, pelo movimento de salvaguarda do património Europa Nostra.

A sua recuperação é considerada urgente por haver sinos presos por andaimes desde 2004, situação que é monitorizada com periodicidade pelos técnicos da DGPC e outros especialistas.

O escoramento dos sinos, alguns deles a pesar 12 toneladas, tem sido usado como solução provisória para garantir a sua segurança e das estruturas de suporte, em madeira, que estão apodrecidas, assim como das pessoas que circulam frente ao palácio.

Em setembro de 2015, a DGPC lançou um concurso de dois milhões de euros para o restauro dos sinos e dos carrilhões, mas as obras ainda não começaram, por se aguardar pelo visto do Tribunal de Contas, esclareceu aquela entidade.

Na portaria, o Governo justifica as obras, ao reconhecer que se trata de um “conjunto histórico de valor patrimonial único no mundo” e que carece de “reabilitação urgente face ao avançado estado de degradação”, que acarreta “riscos de segurança não só para o património, como para utentes do imóvel e os transeuntes da via pública”.

Os dois carrilhões e 119 sinos, que marcam as horas e os ritos litúrgicos, constituem o maior conjunto sineiro do mundo, sendo, a par dos seis órgãos históricos e da biblioteca, o património mais importante do palácio.

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