Rádio Observador

Salão de Genebra

HK GT. 1.088 cv eléctricos domados por Pininfarina

Não é a primeira, nem a segunda. É mesmo a quarta vez que o atelier de design italiano se une ao japonês Hybrid Kinetic Group para propor um protótipo arrebatador: o HK GT, tão lindo quanto veloz.

Um ano depois de ter lançado, no Salão de Genebra do ano passado, o sedan de luxo H600, o reputado atelier de design Pininfarina regressa ao certame suíço com outro projecto em parceria com os japoneses da Hybrid Kinetic. Agora, para apresentar o HK GT, um concept que evoca as linhas de um GT clássico, sob a forma de um coupé 2+2, com portas de abertura tipo asa de gaivota. Uma proposta que, portanto, nada tem que ver com os SUV K550 e K750, também eles resultado da colaboração de Pininfarina com o Hybrid Kinetic Group.

Voltando ao HK GT, mas de fita métrica na mão: estamos perante um modelo com 4,98 m de comprimento, 2 m de largura e 1,37 m de altura, com uma distância entre eixos de 2,98 m. Medidas que ganham forma num automóvel de proporções atraentes, com ênfase para o capôt longo e mergulhante, que evolui para a secção posterior numa linha suavemente curvam, até terminar numa traseira curta e musculada. À frente, o destaque vai necessariamente para a grelha, cujas lâminas cromadas se abrem para moldar os faróis LED, conferindo assim ao GT um “olhar” carismático.

Já o interior é super clean, com o painel de instrumentos a estar separado da consola central e os bancos da frente a estarem ligados ao túnel central. E, como se estas opções não fossem suficientemente invulgares, surgem diante dos nossos olhos três ecrãs: um como painel de instrumentos, outro ao centro e mais um à frente do ocupante do lugar dianteiro.

Ora, isto é tudo muito bonito, mas está longe de constituir o principal atractivo do HK GT, que esconde aquilo que (provavelmente) terá de mais belo: a mecânica. São quatro motores eléctricos (um por roda) alimentados por uma bateria de 38kWh e associados a uma transmissão de duas velocidades. Conjunto que envia os “mais de 1.088 cv) para as quatro rodas, com um sistema de vectorização do binário a distribuir o torque conforme as solicitações, em prol de um maior controlo e estabilidade. A par disso, o GT está também equipado com um sistema de travagem com regeneração de energia, o que é sempre de saudar sabendo que a velocidade máxima anunciada é de 350 km/h e os 0-100 km/h são cumpridos em 2,7 segundos. A este ritmo, é bom que a travagem sirva para carregar a bateria…

A propósito, a autonomia “zero emissões” anunciada é superior a 160 km (sem especificar em que ciclo), mas o GT pode ter à sua disposição três tipos de extensores de autonomia. Um deles é um gerador por microturbina apto a consumir gasolina, gasóleo, etanol, gás natural, propano, biocombustíveis ou qualquer tipo de combustível. Outro é célula de combustível a hidrogénio e a derradeira alternativa será um motor de combustão interna. Sem esclarecer com qual destas soluções, a Pininfarina fala então num alcance acima de 1.000 Km.

Resta saber se esta proposta, com um chassi de alumínio e uma distribuição de peso de 52/48 entre a frente e a traseira, vai passar à produção. Tanto mais que, depois de sabermos que o condutor pode optar entre um modo de condução Cruise ou Race, seria uma pena ver o GT ficar em Stand-By.

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