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António Costa

Costa reconhece que tem poucas mulheres ministras no seu Governo

O primeiro-ministro reconheceu que tem poucas mulheres ministras no seu Governo. António Costa colocou a promoção da igualdade salarial como um dos objetivos do executivo socialista.

MIGUEL A. LOPES/LUSA

O primeiro-ministro reconheceu esta sexta-feira que tem manifestamente poucas ministras no seu Governo, numa entrevista em que colocou entre os principais desafios do executivo socialista a promoção da igualdade salarial e a intensificação do combate à violência doméstica.

Estas posições foram assumidas por António Costa em entrevista, conduzida pela jornalista Maria Elisa, ao jornal digital diário Ação Socialista, o órgão oficial do PS que esta sexta-feira completou três anos.

Maria Elisa começou a entrevista, que durou cerca de 45 minutos, confrontando António Costa com o facto de só ter na sua equipa governamental três ministras em 17 ministérios.

“Manifestamente são poucas [mulheres], claramente há um desequilíbrio grande que tem a ver com fatores diversos, desde logo de um caminho que se tem de ir fazendo para aumentar o número de mulheres ativamente a participar na vida política”, alegou.

António Costa defendeu depois que, nos últimos 20 anos, “desde que António Guterres introduziu a lei da paridade, já se fez um grande caminho”.

“E agora, nas câmaras, na Assembleia da República, ou no Parlamento Europeu, há uma representação superior a 33 por cento de um dos géneros”, apontou.

António Costa referiu ainda que o Conselho de Ministros aprovou na passada quinta-feira duas propostas de lei em matéria de paridade: Uma para aumentar de 33 para 40 por cento os níveis de paridade ao nível da representação política, designadamente na Assembleia da República; e outra sobre igualdade de género nos cargos superiores da administração pública.

Ainda neste ponto referente a políticas de género, o primeiro-ministro colocou as questões da “igualdade salarial e da violência doméstica como os dois maiores desafios em matérias de igualdade de género”.

“A questão da igualdade salarial é particularmente complexa, porque a lei proíbe a desigualdade, mas na prática não é assim. E curiosamente não é assim quanto mais alta é a função profissional e mais qualificadas são as pessoas”, observou.

O secretário-geral do PS disse então que está em curso na Assembleia da República uma proposta para corrigir desequilíbrios de ordem salarial, “através de uma obrigatoriedade de dar mais transparência às condições remuneratórias em cada empresa e, por outro lado, com a inversão do ónus da prova sobre as empresas”.

“São as empresas que terão de provar que a razão pela qual as mulheres ganham menos tem uma justificação em concreto”, acrescentou.

Na intervenção de abertura da sessão, antes de se iniciar a entrevista a António Costa, a diretora do Ação Socialista, a dirigente Edite Estrela, destacou três momentos que marcaram edições do seu jornal: A vitória do PS nas eleições autárquicas, a homenagem a Mário Soares e a cobertura da reunião do Conselho do Partido Socialista Europeu.

“Somos o único jornal digital diário partidário que existe em Portugal. É certo que existem jornais digitais diários não partidários, embora o possam parecer”, disse, provocando risos na plateia.

Entre os projetos para futuro do Ação Socialista, Edite Estrela salientou mudanças de ordem informática para facilitação do acesso ao arquivo deste partido, tendo em vista a consulta de documentos estratégicos do PS.

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