FC Porto

FC Porto envia 15 documentos para o DIAP de Lisboa, entre contratos de jogadores e pagamentos

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FC Porto enviou uma exposição com 15 documentos para o DIAP de Lisboa, entre contratos de jogadores, receitas e pagamentos feitos a 14 de fevereiro, no âmbito do inquérito ao jogo no Estoril.

AFP/Getty Images

O FC Porto enviou esta quinta-feira para o Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Lisboa uma exposição com um total de 15 documentos a propósito da denúncia anónima apresentada por alegados atos ilícitos na segunda parte do Estoril-FC Porto (vitória dos dragões por 3-1), que a Procuradoria-Geral da República tinha confirmado ao Observador ter reencaminhado para o DIAP e que originou a abertura de um inquérito.

A denúncia assentava em duas grandes premissas: por um lado, uma alegada reunião entre um elemento da Traffic (empresa que detém a maioria do capital social da SAD do Estoril), um empresário de futebol e um elemento ligado à estrutura do futebol do FC Porto antes do jogo; por outro, o pagamento de 730 mil euros dos dragões ao conjunto da Linha, comprovado com um alegado talão da transferência bancária, realizado depois da partida.

Nessa mesma quinta-feira da semana passada, o FC Porto negou em comunicado qualquer irregular em torno do caso, ainda antes de Francisco J. Marques, diretor de comunicação dos dragões, explicar de forma pormenorizada o que se tinha passado: a 14 de fevereiro, uma semana antes do jogo na Amoreira e no seguimento da receção dos azuis e brancos ao Liverpool que funcionou como um balão de oxigénio a nível de tesouraria via bilhética, tinha sido feita uma transferência para o Estoril através do Novo Banco no valor de 748 mil euros, valor em dívida de quatro negócios entre os quais 20% dos direitos económicos de Carlos Eduardo, que foi vendido para o Al-Hilal. Em paralelo, foi explicado que a fatura tinha sido emitida pelo Estoril a 26 de outubro, tinha chegado ao Dragão a 2 de novembro e que o IVA da mesma, no valor de 180 mil euros, tinha sido saldado logo a 7 de novembro.

“Hoje [quinta-feira] mesmo foi enviado para o DIAP de Lisboa uma exposição a que se juntaram 15 documentos com todo o esclarecimento do que aconteceu. A reunião falada não existiu em dia algum, a transferência aconteceu mas de 748 mil euros referentes ao pagamento de dívidas vencidas e não os 730 mil euros falados como contrapartida pela derrota. Assim, seguiu para o DIAP o contrato do Tozé com o FC Porto, o empréstimo e a cedência definitiva; a aquisição do Carlos Eduardo e a cedência definitiva; o contrato de aquisição de Licá, o empréstimo e a cedência definitiva; a informação relativa à fatura e o seu trajeto; a entrada de dinheiro da receita do Liverpool; um contrato de direitos televisivos; os pagamentos extra-Estoril que foram feitos a América do México, Feirense, Corinthians, Watford, Gent, Alberto Bueno e Victor Garcia, os dois últimos após terem rescindido e recebido. Nesse dia de 14 de fevereiro, foram feitos 3,9 milhões de euros em pagamentos”, referiu Francisco J. Marques no Porto Canal.

Em paralelo, o diretor de comunicação dos dragões adiantou também que toda essa mesma documentação foi enviada para a Liga de Clubes, após a abertura de um inquérito por parte do Conselho de Disciplina.

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