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"Vou cumprimentar o quê?": ânimos exaltados e uma expulsão no final do P. Ferreira-FC Porto

Sérgio Conceição não gostou do anti-jogo do P. Ferreira e recusou-se a cumprimentar João Henriques, explicando no final o porquê. Suplente José Sá viu vermelho direto por protestos com Bruno Paixão.

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Sérgio Conceição assumiu erros próprios na derrota mas mostrou-se muito crítico com a atitude do P. Ferreira em campo

AFP/Getty Images

Sérgio Conceição assumiu erros próprios na derrota mas mostrou-se muito crítico com a atitude do P. Ferreira em campo

AFP/Getty Images

O final da primeira parte já tinha indiciado um Sérgio Conceição aborrecido com aquilo que entendia ser um excesso de anti-jogo por parte dos jogadores do P. Ferreira. No final, “explodiu”: quando se encaminhava para a zona onde estava o árbitro Bruno Paixão com os seus assistentes, recusou cumprimentar o homólogo pacense, João Henriques, e atirou mesmo algumas palavras para o técnico numa postura mais exaltada antes de ser afastado.

Os ânimos estiveram quentes no final do P. Ferreira-FC Porto, que terminou com a vitória do conjunto da Capital do Móvel por 1-0 naquela que foi a primeira derrota dos azuis e brancos em provas nacionais ao 35.º jogo. E levaram mesmo a uma expulsão: Bruno Paixão, que deu o primeiro amarelo a 20 minutos do final mas manteve a média de seis cartões por jogo, mostrou o vermelho a José Sá por palavras dirigidas pelo guarda-redes suplente no final, provavelmente relacionado também com os sete minutos de compensação concedidos pelo setubalense.

“Estiveram atentos ao que foi o anti-jogo do P. Ferreira? Vou cumprimentar o quê? Não foi correto da parte dele porque ouvi o que ele estava a transmitir para os jogadores para dentro de campo”, disse Sérgio Conceição na conferência de imprensa após o jogo.

O treinador dos dragões abordou vários factores que contribuíram para uma noite menos conseguida da equipa, desde as condições climatéricas à própria exibição e má finalização, mas já tinha mantido a grande tónica naquilo que considerou ser algo como nunca tinha assistido na carreira, falando sobre a postura pacense em campo.

“É difícil jogar aqui, com estas condições, com muito vento e chuva. Tivemos dificuldade na primeira parte em jogar. Podíamos ter feito mais na primeira meia hora, mas depois do golo não houve mais jogo. Fico desiludido com isso, por ter havido um constante anti-jogo, com o árbitro a permitir paragens. Jogavam-se 10 ou 15 segundos, parava-se 40 segundos para se repor a bola em jogo. Não sei se é estratégico, será com certeza… Estou completamente desiludido com isso, foi incrível. Não me lembro de ter estado presente num jogo assim e imagino o espectador em casa. Nunca vi, com os jogadores constantemente no chão. Gostava de saber o tempo útil, deve ter sido uns 20 a 25 minutos. Penso que não houve mais”, começou por referir na flash interview.

“Se o tempo extra foi curto? Sim, praticamente não se jogou e vocês viram. É verdade que podíamos ter feito mais, falhámos um penálti e outras ocasiões que normalmente não falhamos, mas foi um jogo incrível. Nesta parte final valeu tudo para se atingir o pontinho e aquilo que o P. Ferreira conseguiu, os três. Vamos tentar ver o que esteve mal, mas quem esteve mal foi o treinador do FC Porto, que assume sempre a responsabilidade”, prosseguiu.

“Fiquei desagradado com o geral, não foi só com o meio-campo, mas também com a dinâmica da equipa. O que disse aos jogadores na roda final? Desta vez, fica entre nós. Agora queremos ganhar o próximo jogo e fazer o resto do campeonato de acordo com o que temos feito até hoje”, concluiu o treinador dos azuis e brancos.

“Na antevisão o treinador do FC Porto disse que éramos uma equipa organizada, mas agora já é uma equipa que só faz anti-jogo… Vou dar alguns factos: o jogo com o Benfica teve 48 minutos de tempo útil, o jogo com o FC Porto teve 40 minutos de tempo útil. Não foi assim tão diferente, temos de ser factuais. O P. Ferreira usou as armas que tinha de utilizar. Sabíamos que o FC Porto ia criar mais oportunidades, mas rematou três vezes à baliza e o P. Ferreira dez. O FC Porto teve 53% de posse de bola, o P. Ferreira 47%. Não foi uma coisa que as pessoas tivessem vergonha de ver na televisão”, argumentou João Henriques, treinador dos pacenses.

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