Fotogaleria. A campanha com homossexuais que pôs uma empresa sob fogo no Instagram

Habituada à controvérsia, a marca de fatos Suit Supply lançou uma campanha com casais homossexuais a beijarem-se e abraçarem-se junto a uma piscina. Perdeu 10 mil seguidores no Instagram à conta dela.

10 fotos

Tudo começou quando, a 21 de fevereiro, a Suit Supply lançou uma nova campanha publicitária que levantou burburinho nas redes sociais. Quando esta marca de fatos holandesa divulga novas coleções, sabe-se à partida que vai causar polémica: com modelos quase sempre a posar com mulheres seminuas ou em cenários de poder e domínio, a Suit Supply já foi várias vezes adjetivada de sexista, misógina e preconceituosa. Desta vez, a campanha foi mais arrojada do que o costume: a empresa publicou uma série de fotografias onde mostram casais homossexuais em cenários românticos junto a uma piscina. À conta disso, perdeu 10 mil seguidores no Instagram ao longo das últimas duas semanas.

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Desde então, a marca publicou três fotografias de homens com fatos a beijarem-se ou acarinharem-se. O conceito não foi bem recebido por todos: um cliente chamado Zly Krystian escreveu que deixaria de comprar os fatos da Suit Supply: “Não me importa o que as pessoas fazem em casa, mas usar isso numa campanha é doentio”. Outro, Steve Ingram, comentou que as imagens eram “satânicas e inaceitáveis”. E Artyom Ustinov, chamou “bicha” à Suit Supply, exigiu um pedido de desculpas e pediu que o responsável pelo marketing da empresa fosse despedido.

Apesar de ter perdido 10 mil seguidores desde então, as três fotografias que a Suit Supply publicou com esta campanha tem um número de “gostos” muito superior às outras fotos: enquanto as publicações anteriores a esta campanha raramente passavam dos 9 mil “gostos”, a nova campanha já recebeu 40 mil. E nem todos os comentários eram negativos: Colin Iles disse que só começou a seguir a Suit Supply por causa da campanha “inclusiva”; Hugo Koelewijn adjetivou-a de “corajosa e ousada”, alinhada com os valores da empresa “que são sermos autênticos e fiéis a nós mesmos”; e Mike Hawke pediu que a marca não desse importância às pessoas que abandonaram a página: “Vocês não os querem como clientes, de qualquer modo”.

De facto, a empresa não recuou. Entrevistado por um jornal holandês, o CEO da empresa, Fokke De Jong, explicou: “A atração entre as pessoas é uma parte importante do design de moda. Uma campanha que fala da atração entre homens impunha-se há muito e é particularmente relevante para a marca”. Fokker De Jong sabe que uma campanha como estas “pode ter um impacto negativo”, por isso ela não vai ser lançada em países como a Rússia ou os Emirados Árabes Unidos: “Se esta campanha acontecesse em países que não respeitam os direitos dos homossexuais, as nossas lojas fechariam imediatamente”, justifica-se.

Ainda assim, ela pode ser vista nas redes sociais da empresa: uma das fotografias desta campanha, que ilustra a nova coleção de primavera/verão, foi posta como imagem de perfil no Facebook da Suit Supply. E há um vídeo dela no lugar da imagem de capa. Pode ver o vídeo com pouco menos de 40 segundos lá em cima. E analisar as imagens por detrás da polémica na fotogaleria.

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