Mercado

Geely. FCA deu nega, Mercedes foi segunda escolha

Li Shufu, o milionário chinês que se tornou recentemente no maior accionista da Daimler, só terá voltado a sua atenção para o grupo alemão depois de ter levado uma nega da Fiat Chrysler Automobiles

Li Shufu, 54 anos, começou por vender frigoríficos. Agora, cada vez que vai às compras, gasta milhões para garantir o controlo de construtores automóveis

O milionário chinês Li Shufu não parece ser um empresário de meias medidas. Será mais do “tudo ou nada” e terá sido com essa postura que encetou conversações com a Fiat Chrysler Automobiles (FCA), com o intuito de alargar a “colecção” de marcas do Zhejiang Geely Holding Group, adquirindo todo o portefólio do grupo italo-americano. Mas acabou antes por comprar 9,69% das acções da Daimler, convertendo-se assim no maior accionista do conglomerado germânico.

Na operação, o chinês gastou 7,3 mil milhões de euros, contudo, estaria na disposição de dizer ‘adeus’ a 22 mil milhões de euros para dizer ‘olá’ à FCA. Segundo escreve a Automotive News, foi essa a quantia que Li Shufu ofereceu directamente a John Elkann, herdeiro da família Agnelli e chairman da FCA. Sucede que os Agnelli, que comandam o Grupo Exor (com 30,8% do grupo italo-americano), entenderam que o valor estava abaixo daquilo que a FCA valeria, pelo que recusaram a oferta.

Como contraproposta, ter-se-ão mostrado na disponibilidade de aceitar o montante oferecido, desde que no bolo das marcas que passariam para o domínio chinês não estivessem a Alfa Romeo nem a Maserati. O que, ainda assim, permitiria a Li Shufu ficar com o controlo da Abarth, Chrysler, Dodge, Fiat, Jeep, Lancia, Mopar e RAM. Ou seja, mais oito companhias para juntar à Geely, Volvo Cars, Proton, Lotus e a London Electric Vehicle Company, que já são controladas pelo Zhejiang Geely Holding Group. Sem esquecer que este detém ainda 8,2% da Volvo AB, os veículos pesados e de construção suecos, e a Terrafugia, uma startup americana especializada em carros voadores.

Chegados a este ponto das negociações, foi a vez de Shufu recusar. Para ele, era tudo ou nada. Não satisfeito com o nada, Li virou-se para a Daimler, a sua segunda escolha. Em jeito de prémio de consolação ou com outros planos?

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