Tecnologia

SpaceX quer iniciar voos de teste para assegurar vida humana noutros planetas

O foguetão enviado em fevereiro pela SpaceX tem como objetivo a construção de bases na Lua ou em Marte, o que poderia garantir a sobrevivência da raça humana noutro planeta que não a Terra.

SPACEX / HANDOUT/EPA

A SpaceX do multimilionário Elon Musk, que lançou um foguetão em direção a Marte em fevereiro, pode realizar voos de teste interplanetários no próximo ano, com o objetivo de assegurar a sobrevivência da espécie humana, disse Musk.

Este vaivém poderá realizar “voos curtos, de ida e volta, provavelmente já no primeiro semestre do próximo ano”, disse Musk na conferência “SXSW” em Austin, Texas. O objetivo a longo prazo desses projetos é a construção de bases na Lua ou em Marte, o que poderia garantir a sobrevivência da raça humana e, assim, promover a sua regeneração na Terra no caso de uma terceira guerra mundial, disse o bilionário.

Existe, de facto, uma “certa probabilidade” de que a humanidade pode enfrentar uma “era das trevas”, “especialmente se acontece uma terceira guerra mundial”, disse o bilionário, também o dono da conhecida marca de automóveis elétricos Tesla.

“Queremos garantir que o Homem permaneça noutro lugar (para além da Terra) como uma semente da civilização humana, para que possa trazer de volta a civilização e talvez diminuir a duração da idade das trevas”, afirmou. Nesta perspetiva, “uma base lunar e uma base marciana, que poderiam talvez ajudar a regenerar a vida aqui na Terra, seria realmente importante”.

Aos 46 anos, Elon Musk é um dos empresários inovadores com mais sucesso nos Estados Unidos.

O foguetão espacial Falcon Heavy, considerado “o mais poderoso do mundo”, descolou com sucesso, no dia 6 de fevereiro, da Florida, com um carro elétrico Tesla vermelho.

Outra das suas inovações para reduzir o custo dos voos espaciais, que visam levar seres humanos a Marte até 2024, é conseguir reutilizar os foguetões de propulsão, que voltam à Terra em perfeitas condições de reutilização. Musk já tinha anunciado que, no final de 2018, enviaria dois turistas para visitar a Lua, seguindo os passos das famosas missões da Apollo da NASA entre 1960 e 1970.

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