A fragata Álvares Cabral, da Marinha Portuguesa, prestou domingo assistência a quatro tripulantes de um veleiro encalhado numa praia da ilha da Boavista no âmbito de operações conjuntas com a Guarda Costeira de Cabo Verde, foi hoje anunciado.

“Na madrugada de 11 de março, a fragata Álvares Cabral, que se encontrava a efetuar patrulha e fiscalização conjunta nas águas de jurisdição de Cabo Verde, recebeu um pedido de socorro do veleiro Wisky, de bandeira espanhola, com quatro tripulantes a bordo, todos de nacionalidade alemã, e que se encontrava encalhado na zona de rebentação na praia de Chaves, ilha da Boavista, necessitando de assistência”, adianta a Marinha.

A fragata dirigiu-se de imediato para o local, tendo coordenado com as autoridades cabo-verdianas o resgate e assistência dos quatro tripulantes.

Segundo a Marinha Portuguesa, embora a embarcação estivesse “encalhada na rebentação em situação de perigo” e a fragata “estivesse nas imediações”, os tripulantes conseguiram chegar a terra pelos seus próprios meios, tendo recebido assistência médica e das equipas de resgate da fragata Álvares Cabral,

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O Navio da Marinha Portuguesa (NRP) Álvares Cabral está em Cabo Verde desde 5 de março, no âmbito da iniciativa Mar Aberto, em operações conjuntas com as Forças Armadas de Cabo Verde.

A fragata vai permanecer em Cabo Verde até 16 de março, continuando as ações de treino e cooperação, nomeadamente com o embarque de militares da Polícia Marítima, e elementos da Inspeção de Pescas e da Guarda Costeira, para patrulha e fiscalização conjuntas.

A iniciativa inclui ainda formação e treino às forças cabo-verdianas, nas áreas da navegação, combate a incêndios e alagamentos, primeiros socorros e suporte básico de vida, mecânica, eletrotecnia, higiene e segurança no trabalho, proteção de um navio num porto, abordagem a navio suspeitos, e ações de desembarque anfíbio.

Desde que está em Cabo Verde, a Álvares Cabral tem realizado igualmente várias iniciativas sociais promovidas pela Marinha e por organizações portuguesas como a Rede Intermunicipal de Cooperação para o Desenvolvimento (RCID), a Biblioteca Nacional de Portugal, o Instituto Camões, o Agrupamento Escolar João Villaret, e ainda a Biblioteca Municipal de Condeixa-a-Nova.

O navio abriu ainda as portas a quase 130 crianças de escolas locais, tendo recebido também a bordo o grupo de escuteiros da cidade da Praia, que assistiram a um minicurso de socorrismo e formação em nós de marinheiros. O navio atracou esta terça-feira no Porto do Mindelo, ilha de São Vicente, onde permanecerá até zarpar do arquipélago.