Por “não existirem factos que constituem um crime”, a investigação à morte da filha de Ana Julia — que confessou esta terça-feira ter assassinado Gabriel Cruz — foi arquivada, avança o jornal El Español. As autoridades concluíram que a morte da menina de quatro anos, que caiu de uma varanda em 1996, “foi acidental” — uma versão da história que foi questionada pela polícia.

Depois de Ana Julia ter sido detida quando foi apanhada em flagrante com o corpo do enteado de 8 anos no carro, o caso voltou a ser investigado. As autoridades descobriram que a menina de quem cuidava e que acabou por morrer depois de cair de uma varanda, em 1996, era sua filha, fruto de um relacionamento que teve no seu país de origem, República Dominicana. A morte voltou a ser investigada, numa tentativa de encontrar pistas que pudessem esclarecer ou relacionar-se com a morte de Gabriel Cruz. As autoridades voltaram a ouvir testemunhas, mas o caso acabou por ser arquivado.

[Veja no vídeo a detenção de Ana Julia depois de ter sido apanhada em flagrante]

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Já o caso do desaparecimento de Gabriel ganhou novos contornos com a confissão de Ana Julia. A namorada do pai do menino admitiu esta terça-feira ter assassinado o enteado e garantiu que atuou sozinha. A mulher explicou que discutiu com Gabriel, deu-lhe uma pancada na cabeça com um machado e acabou por asfixia-lo. Ana Julia está agora a colaborar com as autoridades.

No dia que desapareceu, a 27 de fevereiro, Gabriel Cruz estava na casa da sua avó paterna, Carmen. O menino tinha saído para ir até à casa dos primos, que viviam a cerca de 100 metros da casa da avó. Carmen ficou à porta da sua casa para vigiar o neto. Viu-o percorrer pelo menos 80 metros do caminho — a distância máxima a que o conseguia ver. Faltavam 20 metros para chegar à casa dos primos. Mas a criança nunca chegou. Nos 20 metros de distância que faltavam, Gabriel desapareceu.

Ana Julia confessa ter assassinado Gabriel Cruz com machado e está a colaborar com a polícia