Teatro

Teatro Experimental do Porto encerra trilogia com estreia de “Maioria Absoluta”

"Maioria Absoluta", a nova peça do Teatro Experimental do Porto, leva a cena as maiorias absolutas de Cavaco Silva. Estreia esta quarta-feira no Teatro do Campo Alegre.

MANUEL ARAÚJO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

“Maioria Absoluta” é a nova peça do Teatro Experimental do Porto, que se estreia na quarta-feira no Teatro do Campo Alegre, e que leva a cena as maiorias absolutas de Cavaco Silva, terminando no 11 de setembro.

“A ‘Maioria Absoluta’ é a terceira parte de uma trilogia dedicada à juventude inquieta portuguesa do século XX”, onde ao longo de uma hora o elenco, de sete atores, leva ao palco o tema das maiorias absolutas do antigo primeiro-ministro, Cavaco Silva, mas também a ideia de fim do mundo, das manifestações estudantis e lutas contra as propinas até chegar a 2001 com os atentados contra as Torres Gémeas, descreve o encenador Gonçalo Amorim.

“O que é que foi isto de um Portugal moderno, integrado na Europa, o que é isto do fim da história, do fim das ideologias, o que é isto do fim do mundo, o que é isto de já não ser possível fazer revoluções, o que é isto da sociedade de consumo, da sociedade do entretenimento”, são algumas das questões que vão surgir no palco do Teatro Municipal do Campo Alegre a partir das 21h30 de quarta-feira, acrescenta Gonçalo Amorim.

Com um final “bastante otimista”, como considerou o próprio encenador, a peça arranca com dribles e passes com uma bola de basquete entre os atores, onde ecoam sons distorcidos de guitarra, em que uma mulher ao microfone declara que “uma maioria absoluta é uma merda” e que “uma maioria absoluta é o contrário de uma minoria”, não havendo “muito mais a dizer”.

Nas peças anteriores da “Trilogia da Juventude”, a primeira parte abordou os anos 1950 no Porto, no momento da “fundação do Teatro Experimental do Porto (TEP) e do Cineclube do Porto e de toda a resistência antifascista, republicanos, católicos progressistas, comunistas que estava no Porto a resistir à ditadura”, descreveu o encenador.

A segunda parte da trilogia dedicou-se aos anos 1970, num contexto pré-revolucionário e de clandestinidade.

Com um elenco jovem, tentou-se nesta última parte da trilogia “dialogar com a juventude de agora” e com a “inquietude de agora”, acrescenta Gonçalo Amorim.

Com encenação de Gonçalo Amorim, a peça é uma coprodução do Teatro Municipal do Porto e do Teatro Experimental do Porto.

Na interpretação estão os atores Carlos Malvarez, Catarina Gomes, Eduardo Breda, Íris Cayatte, Mariana Magalhães, Paulo Mota e Pedro Galiza.

O ingresso para a peça é de 7,5 euros e a duração do espetáculo é de uma hora.

Com a estreia marcada para quarta-feira, pelas 21h30, a peça repete quinta e sexta-feira à mesma hora. No sábado, o horário é às 19h00 e no domingo às 17h00, repetindo dias 21, 22, 23 e 24 de março.

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