Manifestações

Utentes das ligações fluviais do Tejo em protesto contra deterioração do serviço

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As comissões de utentes de transportes do Seixal, Montijo e Barreiro realizam, na quarta-feira, uma marcha simbólica entre o Cais do Sodré e o Ministério das Finanças.

RODRIGO BAPTISTA/LUSA

As comissões de utentes de transportes do Seixal, Montijo e Barreiro realizam, na quarta-feira, uma marcha simbólica entre o Cais do Sodré e o Ministério das Finanças, em Lisboa, em protesto contra a deterioração das ligações fluviais.

De acordo com Miguel Dias, representante da Comissão de Utentes do Cais do Seixalinho (Montijo), a concentração dos utentes será no Cais do Sodré pelas 17h00, simbolicamente, por se tratar do local onde convergem todos os barcos que fazem a travessia, “com exceção da travessia do Barreiro”.

“Depois da concentração no Cais do Sodré, seguiremos para o Terreiro do Paço, onde os utentes da travessia do Barreiro se vão juntar à marcha, antes de seguirmos para o Ministério das Finanças”, afirmou em declarações à agência Lusa.

O objetivo desta marcha é entregar ao ministro das Finanças, Mário Centeno, uma “carta aberta onde é sublinhada a situação caótica que se vive no transporte fluvial no rio Tejo e exigir a orçamentação urgente das empresas públicas Transtejo e Soflusa”.

O representante da comissão de utentes do Cais do Seixalinho afirma que é urgente “orçamentar e munir a empresa de verbas suficientes”.

“Com esta carta aberta queremos pedir ao Ministério das Finanças que atente no desinvestimento e na falta de fundos que, aparentemente, existe nas empresas que fazem as ligações fluviais. É necessário regular o funcionamento das empresas para que haja uma operação sem falhas”, reforçou.

A Soflusa faz a ligação entre o Barreiro e Lisboa, enquanto a Transtejo é a empresa responsável pelas ligações do Seixal, Montijo, Cacilhas e Trafaria/Porto Brandão à capital.

A manifestação acontece no mesmo dia em que o conselho de administração da Transtejo/Soflusa é ouvido na Comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas do parlamento.

Também a autarquia do Seixal exigiu já ao Governo que “cumpra o prometido” para resolver os problemas nas ligações fluviais no Tejo, por considerar inaceitável que as populações continuem a ser prejudicadas.

No início do mês, o presidente da Câmara Municipal do Seixal, Joaquim Santos (PCP), questionou sobre a verba de 10 milhões de euros que devia ser aplicada na frota de navios que fazem a travessia no Tejo.

“Apesar das várias reuniões e reivindicações da autarquia, até ao momento nada foi feito, apesar de em junho de 2017 o Ministério do Ambiente ter anunciado um investimento de 10 milhões de euros para o plano de manutenção da frota de navios da Transtejo e Soflusa”, disse o autarca, na altura.

Devido às “limitações da frota”, a Transtejo reforçou na quinta, sexta e segunda-feira as ligações fluviais entre o Montijo e o Cais do Sodré com transportes rodoviários.

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