Altice

Altice diz que despedimentos não são prioridade

Alexandre Fonseca, presidente da Altice, diz que o acordo entre a empresa e sindicatos está quase pronto e está confiante de que nas próximas semanas já possam ser anunciadas algumas medidas.

ANTÓNIO JOSÉ/LUSA

O presidente executivo da Altice, Alexandre Fonseca, afirma que está em vias de fechar acordo com os sindicatos e conta com a ajuda de João Proença, ex-líder da UGT, para atingir “paz social”. O líder da operadora de telecomunicações assegura, em entrevista ao Diário de Notícias, que “neste momento” os despedimentos são “um tema que não está na nossa prioridade”. O objetivo, diz, é criar estabilidade laboral. 

Nos últimos tempos, a tensão entre trabalhadores, sindicatos e a operadora, nomeadamente devido à transferência de trabalhadores para outras empresas, tem marcado o nome e a história da empresa. Alegadamente, a Altice chegou a contactar o Governo, dizendo que estava a ponderar despedir cerca de três mil trabalhadores — dos 20 mil que emprega direta e indiretamente. Mas Alexandre Fonseca garante que “neste momento esse é um tema que não está na nossa prioridade, na nossa lista de atividades”.

Os sindicatos, contudo, querem saber com o que podem contar nos próximos tempos. O líder diz, ao mesmo jornal, que “qualquer gestor que assuma compromissos ad eternum e sem um time frame é irrefletido”, considerando que é necessário “viver a vida das organizações à luz daquilo que são os momentos que atravessam”.

O líder da empresa que chegou a Portugal em 2012 e, três anos depois, era já dona da maior operadora de telecomunicações portuguesa afirma que o objetivo “é criarmos estabilidade laboral”, “através da paz social, do diálogo”. Alexandre Fonseca realçou ainda que conta com todos os colaboradores que estejam interessados em participar “de forma ativa neste projeto ambicioso de continuar a liderar o setor das telecomunicações” em Portugal.

Acordo com sindicatos nas próximas semanas

O acordo com os sindicatos não está ainda assinado, mas Alexandre Fonseca assegura que está quase: “Hoje temos já vários caminhos apontados”. Refere que há “estruturas que ainda não compreendem a importância do diálogo”, mas que há também estruturas sindicais que compreendem o trabalho que fazem em prol “do desenvolvimento desta paz social interna” e que já estão a trabalhar em conjunto.

Alexandre Fonseca está convicto de que “nas próximas semanas teremos condições para começarmos a anunciar algumas medidas que revelem o acordo entre a empresa” e os sindicatos. O presidente não revela, contudo, datas concretas, dizendo que a sua preocupação é fazer “um acordo sólido, que tenha reflexo na vida profissional e pessoal dos colaboradores”.

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