Alterações Climáticas

Aquecimento global pode provocar desaparecimento de 25% a 50% das espécies

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A temperatura média do planeta tem aumentado ao longo dos últimos 50 anos. Estas alterações colocam em risco 50% das espécies de animais e plantas.

A floresta da Amazónia é um dos locais que mais pode sofrer com o aumento da temperatura média do planeta

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Metade das espécies de plantas e animais que existem nas áreas naturais mais ricas no mundo, como é o caso da Amazónia e das Galápagos, podem desaparecer até ao final do século, se as emissões de carbono continuarem a aumentar a um ritmo alucinante.

Mesmo que a temperatura média global aumente 2.º C — valor estabelecido no Acordo de Clima de Paris –, estes lugares podem perder 25% das espécies. As conclusões são de um estudo publicado na revista Climate Change, antecedendo a Hora do Planeta, e foi conduzido por investigadores das universidades de East Anglia, Reino Unido, e James Cook, na Austrália, e pela organização não-governamental World Wide Fund for Nature (WWF).

Hora do Planeta

A Hora do Planeta é uma iniciativa da WWF que começou em 2007, em Sidney, Austrália, quando 2,2 milhões de pessoas e duas mil empresas apagaram as luzes durante uma hora para mostrarem a sua posição relativamente às alterações climáticas.

Este ano, no dia 24 de março, milhões de pessoas vão reunir-se por esta causa, como forma de demonstrar o seu compromisso de proteger a biodiversidade e de fazer parte da mudança.A principal mensagem da Hora do Planeta em 2018 é, segundo Angela Morgado, diretora executiva da ANP|WWF, é fazer pequenas mudanças no nosso dia-a-dia que ajudem a “assegurar um futuro para todos”.

 

O relatório explora vários cenários e tem em conta quase 80 mil espécies em 35 das áreas mais ricas e diversificadas em termos de biodiversidade. Por exemplo, se a temperatura média global aumentar 4,5ºC, as florestas do Miombo perderiam até 90% dos anfíbios, 86% das aves e 80% dos mamíferos; na Amazónia, 69% das espécies de plantas podiam extinguir-se e, no sudoeste da Austrália, 89% dos anfíbios poderiam desaparecer.

O aumento da temperatura e as chuvas imprevisíveis podem tornar-se o “novo normal”, com as chuvas a diminuírem significativamente no Mediterrâneo, em Madagáscar e no Cerrado-Pantanal na Argentina. Os investigadores acrescentam ainda que os elefantes africanos não vão conseguir ter água para se abastecerem regularmente e que as tartarugas marinhas fêmeas vão ser superiores aos machos, tal como o Observador já tinha escrito.

O Professor Rachel Warren, do Centro Tyndall de Pesquisa sobre Mudanças Climáticas da UEA, diz que “50% das espécies poderiam perder-se nessas áreas sem política climática“, no entanto, se o aquecimento global “for limitado a 2ºC acima dos níveis pré-industriais”, os valores podem ser reduzidos para 25%. Warren afirma ainda que o limite de aumento em 1,5ºC não foi estudado, mas que, com ele, seria possível “proteger ainda mais animais selvagens”.

O relatório mostra que a única forma de proteger estas espécies é manter o aumento da temperatura a nível global o mais baixo possível. Todos podem dar o seu contributo nesta ação que pretende preservar o planeta em que vivemos. A WWF está a mobilizar empresas e governos para que a que as emissões de carbono sejam drasticamente reduzidas, através da diminuição da queima de combustíveis fósseis, como carvão, petróleo e gás.

Agora que entramos em 2019...

...é bom ter presente o importante que este ano pode ser. E quando vivemos tempos novos e confusos sentimos mais a importância de uma informação que marca a diferença – uma diferença que o Observador tem vindo a fazer há quase cinco anos. Maio de 2014 foi ainda ontem, mas já parece imenso tempo, como todos os dias nos fazem sentir todos os que já são parte da nossa imensa comunidade de leitores. Não fazemos jornalismo para sermos apenas mais um órgão de informação. Não valeria a pena. Fazemos para informar com sentido crítico, relatar mas também explicar, ser útil mas também ser incómodo, ser os primeiros a noticiar mas sobretudo ser os mais exigentes a escrutinar todos os poderes, sem excepção e sem medo. Este jornalismo só é sustentável se contarmos com o apoio dos nossos leitores, pois tem um preço, que é também o preço da liberdade – a sua liberdade de se informar de forma plural e de poder pensar pela sua cabeça.

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