Crime

Seis meses de prisão para Youtuber que matou namorado por engano

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Monalisa Perez e Pedro Ruiz queriam fazer um "vídeo perigoso" para o Youtube. Ele acabou por morrer com um tiro da namorada. A sentença foi proferida esta quarta-feira.

Monalisa Perez e Pedro Ruiz só queriam fazer um vídeo viral para o Youtube. A gravação teve consequências trágicas e o jovem de 22 anos morreu, deixando a namorada e dois filhos

Youtube

A vontade de fazer vídeos virais no Youtube levou-os a um dos sketches “mais perigosos de sempre”. O guião era simples: Monalisa Perez, de 20 anos, dispararia um revólver apontando a mira para o namorado, Pedro Ruiz (de 22), colocado a apenas 30 centímetros de distância. Este utilizaria uma enciclopédia como escudo.

O resultado foi catastrófico, Pedro morreu e esta quarta-feira Monalisa Perez conheceu a sua sentença, aplicada pelo juiz Jeffrey S. Remick, do estado de Minnesota: durante seis meses, a jovem passará noventa dias atrás das grades, alternando consecutivamente dez dias detida com dez dias em liberdade. Além do tempo de prisão preventiva, Monalisa Perez passará ainda dez anos em liberdade condicional supervisionada, não poderá retirar ganhos financeiros do caso e não poderá deter armas de fogo para o resto da vida.

Os motivos para a pena, excepcionalmente curta para um caso de homicídio, deveu-se à circunstância em que o crime ocorreu. Segundo o juiz, Monalisa Perez (que, à época da morte do namorado, estava grávida do segundo filho do casal, hoje já nascido) “confiou tragicamente nas garantias” de Pedro Ruiz de que a segurança estava garantida. Um dos motivos de prova foi um tweet publicado pela jovem antes do disparo, em que revelava que o casal preparava-se para “gravar um dos vídeos mais perigosos de sempre” e que a ideia era de Pedro, não sua.

James Brue, procurador do condado de Norman, em Minnesota, afirmou que a sentença era adequada às circunstâncias do crime e manifestou-se satisfeito por Monalisa Perez ter sido responsabilizada pela “negligência” que originou “uma morte trágica e completamente evitável”. A vítima mortal, contudo, foi considerada responsável por ter “imaginado, planeado e executado” a ação que provocou a sua própria morte.

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