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CGTP contra postura “lamentável” do Governo na manifestação da função pública

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O líder da CGTP criticou a postura "lamentável" do Governo que, durante a manifestação da função pública, mandou colocar grades policiais a vários metros da porta do Ministério das Finanças.

MANUEL DE ALMEIDA/LUSA

O líder da CGTP criticou esta sexta-feira a postura “lamentável” do Governo que, durante a manifestação da função pública, em Lisboa, mandou colocar grades policiais a vários metros da porta do Ministério das Finanças para não deixar passar os manifestantes.

“Aquilo que se passou hoje é lamentável e o que dizemos ao Governo é que situações dessas não se devem voltar a repetir porque não dignifica nem um Governo que se diz que é diferente do anterior e muito menos ajuda a criar o clima de estabilidade e de negociação de que todos necessitamos”, disse aos jornalistas o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos.

O líder da intersindical falava frente ao Ministério das Finanças, no Terreiro do Paço, em Lisboa, no final da manifestação nacional convocada pela Frente Comum da Administração Pública, onde participaram milhares de trabalhadores de vários pontos do país.

Os manifestantes partiram dos Restauradores cerca das 15:00 e, ao chegar ao Terreiro do Paço, perto das 16:30, depararam-se com grades a circundar a zona do Ministério das Finanças para não deixar passar a manifestação, o que gerou momentos de tensão quando os trabalhadores forçaram e derrubaram algumas barreiras policiais.

As autoridades formaram um cordão policial e, pelas 17:00, chegou ao local a polícia de choque para reforçar a segurança.

“Não se justifica aquilo que se passou aqui hoje, a responsabilidade não é dos agentes da PSP mas de quem chamou os agentes da PSP para procurar tentar encontrar aqui uma zona de conflito com trabalhadores que estavam a expressar livremente as suas opiniões e a afirmar civicamente as suas reivindicações”, disse Arménio Carlos.

“O país não se desenvolve regressando aos tempos do passado em que cada manifestação era por norma reprimida pela polícia”, acrescentou o líder da CGTP, sublinhando que durante as manifestações da intersindical “nunca houve grades a dividir a zona da estrada do Ministério”.

“Nós não estamos aqui para arranjar problemas nem para por em causa o património do Estado que é de todos nós. Nós estamos aqui para cumprir um dever cívico, o direito de participar e de reclamar aquilo a que os trabalhadores têm direito”, disse ainda Arménio Carlos.

Para o líder da CGTP, a colocação das grades foi feita “numa lógica desnecessária e conflituosa”, quando os trabalhadores precisam de “um clima de diálogo e de negociação”.

Também a dirigente da Frente Comum, Ana Avoila, criticou a colocação de barreiras do outro lado da estrada frente ao Ministério das Finanças, afirmando não perceber “de que é que o Governo tem medo”.

“Quem está em falta é o Governo, não somos nós, disse à Lusa a dirigente sindical, acrescentando que a Frente Comum não vai desistir de reivindicar aumentos salariais de 4% para este ano.

“O Governo tem de perceber que os trabalhadores da administração pública não se vão calar enquanto não se sentar à mesa e apresentar uma proposta de aumentos dos salários, e não vale a pena tentar coagir-nos”, declarou Ana Avoila.

Na manifestação participou uma delegação do PCP, que contou com a deputada Rita Rato e o eurodeputado João Ferreira, em solidariedade para com os trabalhadores do Estado.

“Todos os funcionários públicos têm motivos para continuar a lutar pelo descongelamento de careiras, pela valorização salarial”, afirmou Rita Rato aos jornalistas, lembrando que “há mais de 9 anos” os salários estão congelados.

Em causa, na manifestação estiveram a exigência de aumentos salariais na administração pública, a valorização das carreiras, a aplicação do horário das 35 horas a todos os trabalhadores e o combate à precariedade.

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