O voto em bloco do PSD foi esta sexta-feira decisivo para a aprovação final da lei que permite a engenheiros assinarem projetos de arquitetura, fortemente criticada pela Ordem dos Arquitetos. A votação dividiu as bancadas do PS e do CDS-PP.

Entre os socialistas, 42 deputados, incluindo o presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, votaram contra, superando as cerca de três dezenas de parlamentares que optaram pela abstenção, entre os quais o líder da bancada do PS, Carlos César.

No CDS-PP, a líder centrista Assunção Cristas e mais seis deputados votaram contra, tendo-se registado nove abstenções na bancada dos democratas-cristãos.

O diploma, um texto de substituição resultado de projetos do PSD e PAN, acabou por ser aprovado com os votos dos sociais-democratas, PCP, PEV e PAN. Apesar do voto em bloco da bancada do PSD, alguns deputados sociais-democratas anunciaram que se ausentariam da sala por terem interesse particular na matéria.

A ausência dos parlamentares do PSD levou a deputada do PS e ex-bastonária da Ordem dos Arquitetos Helena Roseta a pedir uma votação nominal. O requerimento a solicitar a votação nominal mereceu a oposição do próprio presidente da Assembleia da República e foi chumbado por larga maioria.