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Vila Nova de Gaia

Hospital de Vila Nova de Gaia com sete casos suspeitos de sarampo

Há sete suspeitas de sarampo no Hospital de Vila Nova de Gaia. Três das pessoas que foram hospitalizadas são estudantes do Instituto Abel Salazar. Já todos tiveram alta hospitalar.

MARIO CRUZ/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) divulgou esta segunda-feira à agência Lusa que deram entrada neste hospital sete doentes com suspeita de sarampo.

Inicialmente, fonte desta unidade hospitalar tinha apontado à Lusa que tinham dado entrada seis doentes com suspeitas de sarampo. Entretanto, em comunicado, o CHVHG/E descreve que “foram admitidos no Serviço de Urgência, desde o último sábado, sete casos suspeitos de sarampo, dos quais três são referentes a estudantes do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar [ICBAS]”.

Na nota é referido que “até ao momento nenhum caso está confirmado, tendo sido atribuída alta clínica a todos”.

Esta manhã, o secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo, revelou que existem em Portugal 42 casos confirmados de sarampo, todos em adultos. Numa conferência de imprensa realizada no Porto para fazer o ponto de situação sobre o surto de sarampo verificado na região Norte, o governante falou em 117 casos suspeitos, número que abrangia “apenas uma criança de 12 meses”.

Face às ocorrências detetadas no CHVNG/E, sobe para 123 o número de casos suspeitos.

Em caso de dúvidas, o secretário de Estado Adjunto da Saúde recomenda que se ligue para a linha de saúde 24 (808 24 24 24), cujos profissionais darão “indicações claras, onde se dirigir e o que fazer”. O sarampo é uma doença altamente contagiosa causada por um vírus e é das infeções virais mais contagiosas.

Manifesta-se pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral cerca de um ou dois dias antes de surgirem erupções cutâneas, que inicialmente surgem no rosto. A doença tem habitualmente uma evolução benigna, mas pode desencadear complicações como otite média, pneumonia, convulsões febris e encefalites. Pode ser grave e até levar à morte.

A vacinação é a principal medida de proteção contra o sarampo e neste caso até é gratuita e está incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). Segundo os dados de 2017, mais de 87% das pessoas que contraíram sarampo não estavam vacinadas. Na região Norte, segundo o secretário de Estado da Saúde, “97% a 98% das pessoas estão vacinadas ou já tiveram contacto com a doença”.

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