O Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho (CHVNG/E) divulgou esta segunda-feira à agência Lusa que deram entrada neste hospital sete doentes com suspeita de sarampo.

Inicialmente, fonte desta unidade hospitalar tinha apontado à Lusa que tinham dado entrada seis doentes com suspeitas de sarampo. Entretanto, em comunicado, o CHVHG/E descreve que “foram admitidos no Serviço de Urgência, desde o último sábado, sete casos suspeitos de sarampo, dos quais três são referentes a estudantes do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar [ICBAS]”.

Na nota é referido que “até ao momento nenhum caso está confirmado, tendo sido atribuída alta clínica a todos”.

Esta manhã, o secretário de Estado da Saúde, Fernando Araújo, revelou que existem em Portugal 42 casos confirmados de sarampo, todos em adultos. Numa conferência de imprensa realizada no Porto para fazer o ponto de situação sobre o surto de sarampo verificado na região Norte, o governante falou em 117 casos suspeitos, número que abrangia “apenas uma criança de 12 meses”.

Face às ocorrências detetadas no CHVNG/E, sobe para 123 o número de casos suspeitos.

Em caso de dúvidas, o secretário de Estado Adjunto da Saúde recomenda que se ligue para a linha de saúde 24 (808 24 24 24), cujos profissionais darão “indicações claras, onde se dirigir e o que fazer”. O sarampo é uma doença altamente contagiosa causada por um vírus e é das infeções virais mais contagiosas.

Manifesta-se pelo aparecimento de pequenos pontos brancos na mucosa oral cerca de um ou dois dias antes de surgirem erupções cutâneas, que inicialmente surgem no rosto. A doença tem habitualmente uma evolução benigna, mas pode desencadear complicações como otite média, pneumonia, convulsões febris e encefalites. Pode ser grave e até levar à morte.

A vacinação é a principal medida de proteção contra o sarampo e neste caso até é gratuita e está incluída no Programa Nacional de Vacinação (PNV). Segundo os dados de 2017, mais de 87% das pessoas que contraíram sarampo não estavam vacinadas. Na região Norte, segundo o secretário de Estado da Saúde, “97% a 98% das pessoas estão vacinadas ou já tiveram contacto com a doença”.