O presidente palestiniano, Mahmud Abbas, acusou esta segunda-feira o Hamas de estar diretamente envolvido no atentado à bomba da semana passada contra o primeiro-ministro da Autoridade palestiniana, Rami Hamdallah, e anunciou futuras sanções contra o movimento islamita.

A coluna de Rami Hamdallah foi alvo de um atentado à bomba em 13 de março durante uma rara visita à Faixa de Gaza, governada pelo Hamas. O primeiro-ministro da Autoridade palestiniana saiu ileso.

O Hamas “está por detrás do atentado”, disse Abbas num discurso em Ramallah. Caso o atentado fosse bem-sucedido, teria “desencadeado uma guerra civil sangrenta” entre organizações palestinianas, acrescentou. A Autoridade, que dirige, vai anunciar em resposta “medidas nacionais, legais e financeiras”, afirmou.

A Autoridade, internacionalmente reconhecida e com o objetivo de instalar as estruturas de um Estado palestiniano independente, foi expulsa da Faixa de Gaza pelo Hamas em 2007, dando início a uma série de desastrosos conflitos inter-palestinianos.

A Autoridade palestiniana apenas exerce os seus limitados poderes em alguns fragmentos da Cisjordânia, ocupada por Israel. Em outubro, o Hamas aceitou devolver o poder em Gaza à Autoridade, mas o processo de reconciliação está de novo paralisado.