Rui Veloso disse esta semana que sempre achou o Festival da Eurovisão “uma pimbalhice do c******”. Num episódio do podcast Maluco Beleza, apresentado por Rui Unas, o músico criticou duramente o festival e ainda disse não ter a certeza de se a vitória foi boa para a carreira de Salvador Sobral.

Recorde-se que Rui Veloso compôs, com Carlos Tê, um tema inédito para o Festival da Canção de 1986. A canção, intitulada “Dessas Juras Que Se Fazem”, foi interpretada por Né Ladeiras e não chegou à final, que seria ganha por Dora com “Não Sejas Mau Para Mim” — mas deu origem à famosa música “Jura”, hoje conhecida pela voz de Rui Veloso.

“Eu sempre achei o Festival da Eurovisão uma pimbalhice do c******. E não deixa de ser para mim. Para mim continua a ser uma pimbalhada. Um gajo vai para a Eurovisão e aquilo é aquele circo que a gente vê. Não presta para nada”, afirmou o cantor e compositor na entrevista com Rui Unas.

“Não vale a pena serem os padrinhos, os alternativos da Antena 3, que agora são os padrinhos da Eurovisão. Que é uma coisa estranhíssima, virem os alternativos meterem-se num festival pimba”, acrescentou.

O músico manifestou ainda estranheza com a própria ideia de colocar músicas a concurso. “A questão de as músicas irem a concurso é uma coisa muito estranha. Concurso de cães, ainda vá. Agora músicas? Acho aquilo uma pimbalhada do caraças. Não é carne nem peixe”.

Rui Veloso duvida ainda de que a vitória na Eurovisão tenha sido positiva para Salvador Sobral. Questionado pelo apresentador do programa sobre se Salvador Sobral seria tão conhecido caso não tivesse vencido o festival, Rui Veloso respondeu que o país “não o conheceria dessa maneira”.

“Nem sei se isso foi bom para o Salvador. Conheço o Salvador há muitos anos, de miúdo. Lembro-me de o Salvador, que era pequenito, com voz fininha, a cantar. Ficava espantado a ouvir o puto a cantar. Cantava lá em casa. Ouvi o gajo cantar Stevie Wonder que até me caiu o queixo. O Salvador era incrível”, lembrou Rui Veloso.