A pena de morte para grandes traficantes de droga estará entre as possibilidades admitidas pelo novo plano de Donald Trump para combater o que o presidente dos EUA considerou, há quatro meses, uma “epidemia” e uma “emergência de saúde pública”: a dependência de drogas e as mortes por overdose.

A hipótese foi confirmada pela própria Casa Branca — pelo diretor do conselho de política interna, Andrew Bremberg — em antecipação ao anúncio que será feito esta segunda-feira por Trump num evento em New Hampshire.

Segundo a CNN, o plano de Trump chama-se “Iniciativa para acabar com o abuso de opiáceos e reduzir a oferta e procura de drogas”. O enfoque do plano é dotar as polícias de mais meios, apostar na prevenção e na educação (através de campanhas ambiciosas de sensibilização), utilização de fundos federais para financiar tratamentos de dependência de drogas e apoios à empregabilidade daqueles que estão em tratamento.

A medida que está, porém, a provocar mais controvérsia é a hipótese de os grandes traficantes poderem vir a ser condenados à pena capital, “nas situações em que for apropriado no âmbito da legislação atual”, explicou o diretor da Casa Branca que está a liderar este dossiê.

Esta é uma possibilidade que Donald Trump já admitiu em vários discursos que fez nos últimos anos, mas é a primeira vez que a pena de morte para traficantes de droga aparece num plano oficial da Administração Trump. O objetivo é endurecer as penas contra os grandes traficantes, que Trump acredita que não são suficientemente castigados.

“O plano dele [de Trump] vai apostar no endurecimento das penas contra aqueles que trazem o veneno para as nossas comunidades”, disse uma fonte ligada ao processo à CNN.