O Ministério Público espanhol pediu que o Supremo Tribunal abra a porta à possibilidade de Joaquim Forn, antigo conselheiro do Interior do Governo catalão, possa sair em liberdade mediante o pagamento de uma fiança de 100.000 euros. Esta é a primeira vez que o Ministério Público cede em relação aos políticos catalães que estão detidos e solicita à justiça uma medida cautelar que não a prisão preventiva.

Este pedido surge depois de Joaquim Forn ter cumprido a promessa de renunciar ao mandato de deputado pelo Juntos pela Catalunha, o partido de Carles Puigdemont. A defesa do ex-conselheiro do Interior pediu a sua libertação aos juízes do Supremo Tribunal durante a manhã desta terça-feira: Forn pediu para não assistir à audiência mas a solicitação chegou demasiado tarde e acabou por ser transferido do Estabelecimento Prisional de Estremera para o tribunal. Ainda assim, pôde abster-se de aparecer na audiência.

A Cadena Ser diz que os três magistrados do Supremo Tribunal ouviram a defesa de Joaquim Forn durante meia-hora e que em seguida começou a audiência ao recurso de Jordi Sànchez, o ex-presidente da Assembleia Nacional Catalã, que também pede a libertação sob fiança.

Sànchez, que está a ser apontado pelo Juntos pela Catalunha como candidato à presidência da Generalitat, está preso desde 16 de outubro; Joaquim Forn, por seu lado, foi detido a 2 de novembro. A defesa de ambos pede então a suspensão da decisão do Supremo Tribunal, em fevereiro, que os manteve em prisão preventiva. O antigo presidente da Assembleia Nacional Catalã é acusado de rebelião relacionada com o referendo de 1 de outubro e os distúrbios de 20 de setembro, em Barcelona. O ex-conselheiro do Interior terá ordenado aos Mossos d’Esquadra, a polícia catalã, que fossem permissivos com as pessoas que quisessem votar no referendo.