O papa Francisco vai voltar a lavar os pés a 12 presos na celebração da Quinta-Feira Santa deste ano, anunciou o Vaticano em comunicado.

A missa in coena Domini (latim para “à mesa do Senhor”, celebração que evoca a última ceia de Jesus com os discípulos) realiza-se no dia 29 de março na prisão Regina Coeli, o principal estabelecimento prisional de Roma.

A visita do Papa à prisão inclui ainda um encontro com os presos doentes que estão internados na enfermaria e uma reunião com os presos depois da missa.

A missa da Quinta-Feira Santa inclui o rito do lava-pés, entendido pela Igreja Católica como um sinal da humildade de Jesus perante os discípulos.

O papa Francisco tem atribuído um significado particular a esta celebração, realizando-a sempre fora dos muros do Vaticano e junto dos desfavorecidos, como recorda a agência Ecclesia.

Em 2013, 2015 e 2017, o Papa celebrou a Quinta-Feira Santa em prisões, pelo que esta será a quarta vez que Francisco se desloca a uma prisão para o lava-pés.

Em 2014, esteve num centro de reabilitação de pessoas com deficiência e idosos nos arredores de Roma. Já em 2016, o Papa esteve num campo de acolhimento de requerentes de asilo perto do Vaticano e lavou os pés a 12 refugiados.

A celebração do lava-pés é realizada por todos os sacerdotes da Igreja na Quinta-Feira Santa, o primeiro dia do chamado Tríduo Pascal, as celebrações da Páscoa.

Normalmente, nas várias paróquias, o padre lava os pés a 12 pessoas da comunidade. O papa Francisco alterou as normas deste rito, permitindo que também as mulheres possam participar. Antes, o rito estava reservado aos homens.