Câmaras Municipais

PJ apreende mais de 400 mil euros em investigação na Câmara de Pedrógão Grande

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A Polícia Judiciária apreendeu mais de 400 mil euros na investigação que levou à detenção de um funcionário da Câmara de Pedrógão Grande, suspeito de crimes de peculato e de falsificação de documento.

PAULO NOVAIS/LUSA

A Polícia Judiciária apreendeu mais de 400 mil euros na investigação que levou à detenção, na terça-feira, de um chefe de divisão da Câmara de Pedrógão Grande, suspeito de vários crimes de peculato e de falsificação de documentos. O caso envolve um chefe de divisão, uma contabilista e uma tesoureira da Câmara de Pedrógão Grande, distrito de Leiria, que estão suspeitos da prática de “vários crimes de peculato e de falsificação de documentos”, disse esta quarta-feira à agência Lusa fonte da PJ. O chefe de divisão foi detido e uma das funcionárias foi constituída arguida.

“Não temos ainda um valor final apurado [do dinheiro desviado da autarquia], mas nas diligências de terça-feira apreendemos, em numerário, um valor superior a 80 mil euros”, sendo que, juntamente com o saldo bancário, foram apreendidos “mais de 400 mil euros”, acrescentou a mesma fonte. Segundo a PJ, a prática destes crimes terá decorrido, pelo menos, ao longo de 2017 e início de 2018, mas há uma “suspeita forte de que esta atividade já vinha sendo praticada muito antes de 2017”.

A denúncia da suspeita partiu do próprio presidente da Câmara Municipal de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, como o autarca revelou ao Observador em primeira mão esta terça-feira.

A investigação arrancou no início deste ano. O desvio de dinheiro da autarquia não está relacionado com fundos de donativos associados ao apoio pós-incêndio. O suspeito alegadamente “elaborava ordens de pagamento, falsas ou falsificadas, aparentemente em benefício de terceiros, no todo ou em parte”, sendo que terá recolhido “as assinaturas de verificação e de autorização desses pagamentos, de que depois beneficiava pessoalmente, usando, para o efeito, o fundo de maneio da autarquia, que mantinha acima dos valores legais”, refere a PJ, num comunicado enviado esta quarta-feira à agência Lusa.

Através ainda da elaboração de ordens de pagamento falsas, o suspeito terá liquidado “diversas despesas particulares, recebendo em seguida o respetivo valor, fazendo constar que o pagamento de tais despesas era da responsabilidade da autarquia”, acrescenta a Diretoria do Centro. O suspeito vai ser presente esta quarta-feira à tarde no Tribunal de Leiria, para primeiro interrogatório e aplicação de medidas de coação.

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