O novo Conselho de Administração da Casa da Música, no Porto, foi eleito esta sexta-feira, devendo o presidente cessante, José Pena do Amaral, ser reconduzido no cargo, adiantou o ministro da Cultura, Luís Filipe Castro Mendes.

À saída do Conselho de Fundadores da Casa da Música, o governante anunciou que José Pena do Amaral, cujo mandato cessou a 31 de dezembro de 2017, depois de ter tomado posse a 15 de abril de 2015, ia ser reeleito, embora os estatutos desta entidade determinem que o presidente e os dois vice-presidentes serão escolhidos pelos elementos do conselho de administração, em reunião posterior, convocada para o efeito.

O novo Conselho de Administração para o mandato 2018-2020 é composto por António Marquez Filipe, Rita Domingues, António Lobo Xavier e José Pena do Amaral (designados por entidades privadas que fazem parte do Conselho de Fundadores), Teresa Moura e José Luís Borges Coelho (escolhidos pelo Ministério da Cultura) e Luís Osório (representante da Câmara e da Junta Metropolitana do Porto).

Quanto ao conselho de administração cessante, Luís Filipe Castro Mendes frisou que o balanço é “muito satisfatório”, sublinhando que a Casa da Música tem tido um desempenho “muito positivo” e está na vanguarda, no que diz respeito à música contemporânea.

Questionado pelos jornalistas sobre se mantinha o cargo de presidente do conselho de administração, José Pena do Amaral vincou que os estatutos impõem a realização de uma reunião só para essa eleição. “Deverá ocorrer em abril, mas ainda não há datas marcadas”, salientou.

Sobre o balanço destes três anos, o presidente cessante ressalvou que, quando assumiu funções, o objetivo principal era estabilizar a Casa da Música, equilibrá-la financeiramente, porque estava numa “situação difícil”.

“Entregamos a casa estabilizada, com as contas equilibradas e com uma perspetiva de futuro positiva”, sustentou. José Pena do Amaral asseverou ainda que conseguiram manter a orquestra, o coro, os agrupamentos musicais e o serviço educativo da Casa da Música, além de terem conquistado mais público, produzido mais concertos próprios e diversificado as receitas.

Para o futuro, o presidente cessante fala na importância de reforçar a estrutura administrativa da Casa da Música, manter a sua qualidade e atrair mais público.