Um grupo de cerca de 150 baleias-piloto de aleta curta ficaram encalhadas esta sexta-feira na praia de Hamelin Bay, a 300 km de Perth, na Austrália Ocidental. O alerta foi dado por um pescador e desde logo mobilizou mais de 100 voluntários, além de veterinários e autoridades competentes. De acordo com o Departamento de Conservação e Biodiversidade daquela região apenas seis baleias sobreviveram.

Durante o resgate, o responsável pela operação de salvamento, Jeremy Chick, disse que “mover as baleias que ainda estão vivas é logisticamente difícil devido ao terreno rochoso, à localização das baleias mortas e ao mar agitado”

Planeamos mover as baleias para o alto-mar com a ajuda de barcos. As condições estão a mudar mas estamos a fazer o melhor que podemos para que estes animais consigam sobreviver, sem comprometer a segurança da equipa e dos voluntários.”

No Twitter, várias pessoas partilharam imagens da praia e relataram as dificuldades sentidas para salvar os animais. Gian De Poloni, um repórter da ABC News, disse que “as tentativas para salvar as baleias têm-se revelado complicadas”, culpando a forte corrente que acaba por trazer os animais de novo para terra.

O grande número de voluntários obrigou mesmo a polícia a bloquear o acesso à praia, justificando que já havia “voluntários suficientes”. 

As autoridades emitiram também um alerta para a possibilidade de tubarões se dirigirem para aquela zona: “É possível que os animais mortos sejam atraentes para os tubarões que estejam perto da costa”. O Departamento de Biodiversidade e Conservação disse que este foi um dos maiores eventos a que já assistiu envolvendo o encalhe de baleias em praias. Os cientistas vão agora recolher material genético dos animais que morreram para tentar perceber o que pode ter levado as baleias a aproximarem-se tanto da costa. As baleias-piloto de aleta curta habitam sobretudo nas zonas tropicais e subtropicais e costumam ser vistas em grupo, normalmente com menos de 100 elementos.