Daimler

Denza. O “Mercedes” eléctrico chinês (agora) faz 500 km

A Daimler, grupo que detém a Mercedes e a Smart, apresentou o Denza 500, um eléctrico com 500 km de autonomia, que resulta da “joint-venture” estabelecida entre o consórcio germânico e a chinesa BYD.

Com a China determinada a ser o maior mercado mundial de veículos eléctricos, é inevitável que as parcerias estabelecidas entre os grupos automóveis europeus, por exemplo, e as companhias locais não resulte no desenvolvimento de novos modelos puramente eléctricos. O exemplo mais recente disso chega-nos pela mão da Daimler, conglomerado que detém a Mercedes e a Smart, entre outras marcas, e que acaba de revelar o eléctrico Denza 500.

Neste caso, trata-se não de um modelo novo, mas sim de uma evolução do Denza EV, introduzido no mercado em 2014 e já renovado em 2016, altura em que passou a assumir a designação Denza 400. Este produto, que resulta da joint-venture que une a Daimler à chinesa BYD desde 2010, foi agora alvo de uma nova actualização que ultrapassa o plano estético. Assim, mais importante que o rejuvenescimento da frente e da traseira do veículo é o facto de o Denza anunciar uma redução de peso (não especificada) e usufruir de uma nova bateria, que lhe permite passar dos anteriores 400 km de autonomia (bateria de 62kWh) para 500 km com uma única carga. Em termos técnicos, nada mais foi dito, com a Daimler a limitar-se a assegurar que o 500 está preparado para lidar com temperaturas extremas, tendo sido testado a temperaturas até -40ºC.

A berlina compacta eléctrica deverá chegar aos concessionários ainda este ano, mas só aos chineses, tal como sucedia já com o Denza 400. Face a este é de referir ainda um habitáculo em que pouca coisa muda, com as alterações a incidirem sobretudo num upgrade tecnológico, de que é exemplo o ecrã táctil maior (9 polegadas) que serve o sistema de infoentretenimento.

Veremos se, com renovados argumentos, esta actualização do Denza vai finalmente “descolar” comercialmente. Algo que só começou a acontecer em 2017, pelo que os prejuízos acumulados desde 2014 obrigaram a Daimler a recapitalizar a Denza, no ano passado, com 65 milhões de euros.

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