16 de outubro de 1991. O estádio era o De Kuip, em Roterdão, e jogava-se o apuramento para o Europeu de 1992. Em casa, meses antes e no estádio das Antas, Portugal havia derrotado 1-0 a Holanda. Na Holanda, os da casa devolveram a “gentileza” e venceram igualmente 1-0. O golo holandês foi apontado por Richard Witschge. E Witschge até era dos menos talentosos entre holandeses. Talentosos eram certamente Ronald Koeman, Frank Rijkaard, Danny Blind, Marco van Basten, Dennis Bergkamp ou Ruud Gullit. Portugal era Paulo Futre e os restantes dez, com laivos da Geração de Ouro (Baía, Couto ou Figo) a surgir pouco a pouco na convocatória do então selecionador Carlos Queiroz.

Foi a primeira vitória da Holanda contra Portugal. Os holandeses são o chamado “freguês” do costume. É que depois daquela noite no De Kuip, outros dez jogos se disputariam, sempre com Portugal a triunfar ou, na pior hipótese, empatar. Importantes e memoráveis são certamente as vitórias na meia-final do Europeu de 2004 e “oitavos” do Mundial de 2006.

Agora, e quando nada o fazia prever, porque Portugal é campeão da Europa em título e a Holanda nem para o Mundial da Rússia se apurou, a “laranja” amargou e a Holanda goleou 3-0. E voltou a vencer 27 anos depois.

É a terceira vez que, treinada por Fernando Santos, a Seleção Nacional sofre três golos — antes, empatou 3-3 com a Hungria e perdeu 2-3 na Suécia. A derrota com a Suécia foi mesmo a última sofrida por Portugal antes do particular desta segunda à noite em Genebra. A Seleção estava invicta há 14 partidas.