O ministro das Finanças da Guiné-Bissau, João Fadia, manifestou esta segunda-feira preocupação com o volume de importações do país, salientando que é preciso reverter a situação. “Os destaques das minhas preocupações recaem sobre a balança de serviços, que tem sofrido uma degradação ano após ano, assim como o volume de importações de produtos alimentares”, afirmou João Fadia durante a cerimónia de apresentação pelo Banco Central dos Estados da África Ocidental (BCEAO) da balança de pagamentos do ano de 2016 na Guiné-Bissau.

“Esta constatação negativa, aliás, impõe que se tomem medidas estruturais para reverter a situação. A diversificação da base produtiva e das exportações precisa de ser uma necessidade imperiosa para o país”, salientou o ministro. Segundo os dados revelados hoje pelo BCEAO, apesar do aumento dos preços de exportação da castanha de caju, o crescimento registado em 2016 foi de 5,8%, abaixo dos 6,1% registados em 2015. Em 2016, a exportação da castanha de caju representou 99,9% das exportações da Guiné-Bissau.

“De forma geral todos os setores contribuíram para o crescimento económico”, refere o relatório, salientando que o setor primário registou um crescimento de 5,3% em 2016, contra os 2,9% registados em 2015. No que refere às importações, o relatório salienta que aumentaram em 2016 e foram dominadas pelos bens alimentares, seguidos dos produtos energéticos e equipamentos. “As importações de produtos alimentares registaram um aumento de 23,5%” e foram dominadas pelo arroz e trigo, salienta o relatório, apesar de a importação de arroz ter diminuído devido ao aumento da produção local.

O ministro das Finanças espera que o crescimento económico em 2017 se situe nos 5,9%, novamente “graça ao bom desenrolar da campanha de caju, que tem um peso muito importante da formação do PIB”. João Fadia salientou também que em 2017 se espera um aumento das importações.