O Crédito Agrícola prevê fundir 20 caixas em dois anos, passando das atuais 80 para 60, disse esta terça-feira o presidente do grupo na apresentação de resultados.

“Nós temos como objetivo fazer fusões de caixas agrícolas, temos 20 caixas que têm 50% do ativo do grupo e outras 60 têm outros 50%. As caixas muito pequenas à luz das novas exigências regulamentares terão de se fundir para ganhar escala”, afirmou Licínio Pina em conferência de imprensa na sede do grupo, em Lisboa.

O objetivo das fusões é também reduzir os custos e melhorar a eficiência do grupo, acrescentou. As caixas a fundir, explicou, estão nomeadamente no “norte do Alentejo, Aveiro e próximo de Lisboa”, sem dar dados mais concretos. Já este ano serão fundidas “tantas quanto possível”.

Quanto aos balcões, mesmo com a fusão das Caixas de Crédito Agrícola, o responsável disse que não implicará necessariamente encerramentos. O grupo tem atualmente 669 balcões em Portugal.

O grupo Crédito Agrícola é composto por 80 caixas (depois das fusões de Pernes e Alcanhões e Alcobaça e Cartaxo em 2017), a Caixa Central e as empresas que detém, como seguradoras. O grupo Crédito Agrícola obteve lucros de 150,2 milhões de euros em 2017, 158% acima dos 58,3 milhões de euros conseguidos em 2016, segundo as contas hoje divulgadas.