O destino do curso de dança é ficar na Faculdade de Motricidade Humana, mas o Conselho de Escola votou pela extinção do curso de ergonomia. A hipótese posta em cima da mesa — e a única que resta — é que o curso seja integrado na Faculdade de Arquitetura da Universidade de Lisboa.

“A extinção do curso de ergonomia foi aprovada com 11 votos a favor e dois contra, dos dois únicos estudantes que representam os colegas no Conselho de Escola. O argumento principal para a extinção deste curso na faculdade é um documento assinado pelos professores em que todos dizem que aceitam a mudança do curso para a Faculdade de Arquitetura de Lisboa”, contou ao Observador Fábio Azêdo, ex-presidente da Associação de Estudantes daquela instituição.

A única hipótese de o curso de ergonomia não acabar, a nível nacional, é a transferência dos seis professores que o lecionam para a faculdade sugerida. “Ainda não sabemos se a Faculdade de Arquitetura pode absorver estes seis professores, porque na verdade isto ainda é apenas um memorando de entendimento”, completa Fábio Azêdo.

Caso a Faculdade de Arquitetura não possa receber estes seis professores, terão de ser distribuídos dentro da Faculdade de Motricidade Humana.

“A dança é para ficar”, mas faltam apoios

Para o curso de dança a discussão não foi estanque. “Há fortes razões para a dança continuar: a empregabilidade do curso e o investimento que continua a ser feito por professores e aluno”. Assim, Fábio Azêdo explica ao Observador que o que vai acontecer daqui para a frente é que nos próximos três anos “vão ser aplicadas novas metodologias financeiras e pedagógicas para ver se vale ou não a pena manter o curso, ou se também é para extinguir”.

“Ainda não estão definidos que apoios vão ser estes, porque aquilo que resulta da reunião do Conselho de Escola é um parecer sobre cada curso, e falta a decisão final do Presidente da faculdade”, o professor Alves Dinis. No, entanto, acrescenta Fábio Azêdo, “vai ser escrita uma ata nos próximos dias onde já estará a decisão do presidente”.

Os apoios dados ao curso de dança são diferentes dos dados aos outros cursos da Faculdade de Motricidade Humana, por ser um curso artístico, mas, para Fábio Azêdo, aquilo que continua a estar em causa “é o financiamento do ensino superior”, porque o dinheiro investido, “ainda não é suficiente”.

Ainda assim, no próximo ano letivo a FMH continua de portas abertas para os alunos que quiserem ingressar o curso de dança. Quanto ao curso de ergonomia, as portas da faculdade também estão abertas para os alunos que queiram ingressar o curso nos próximos três anos. Fica por saber se, depois disso, a Faculdade de Arquitetura aceita receber o curso de ergonomia e os seis professores que o lecionam e se a reitoria da Universidade de Lisboa aprova esta troca, de modo a evitar a extinção do curso.

(**Artigo corrigido às 19:38 de dia 28, com informação atualizada — no último parágrafo — sobre a garantia de continuação do curso de ergonomia nos próximos três anos)