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Coreia do Norte

Como a China e a Coreia do Norte viram o encontro dos seus líderes

Kim Jong-un e Xi Jinping encontraram-se pela primeira vez e a comunicação social dos dois países viu uma oportunidade de propaganda. Veja como a China e a Coreia do Norte viram o encontro dos líderes.

Esta foi a primeira vez que os dois líderes asiáticos se encontraram

Kim Jong-un e Xi Jinping encontraram-se esta semana. A reunião foi notícia, numa primeira fase, porque a saída de Kim Jong-un da Coreia do Norte é sempre notícia: as viagens do líder norte-coreano são raras e escolhidas a dedo. Mas mais do que no resto do mundo, o encontro foi falado, repetido e sublinhado nos próprios países asiáticos. A comunicação social das duas nações cobriu todos os acontecimentos e viu a situação como uma oportunidade de propaganda.

Normalmente, na Coreia do Norte, Kim Jong-un é visto como o líder idolatrado que profere as frases que vão ser lapidadas para a posteridade. Mas a imprensa chinesa preferiu mostrar insistentemente aquilo que parecia o norte-coreano a tirar notas enquanto Xi Jinping discursava. O New York Times explica que as imagens dão ao presidente chinês um estatuto de homem de Estado amadurecido, que pretende conceder à China um papel mais alargado nos assuntos mundiais.

Mas se Xi Jinping é um estadista respeitado, Kim Jong-un é carismático, simpático e sorridente. Pelo menos é assim que a comunicação social norte-coreana apresenta o Grande Líder, sempre com um sorriso e a cumprimentar o presidente chinês de forma animada. Os canais de televisão da Coreia do Norte repetiram várias vezes as imagens em que Xi Jinping dirigia um brinde a Kim Jong-un: imagens essas que não apareceram na televisão chinesa.

Os chefes de Estado da China e da Coreia do Norte, Xi Jinping e Kim Jong-un, respetivamente, estiveram juntos esta terça-feira em território chinês num encontro onde o ditador norte-coreano voltou a pedir condições para a desnuclearização do seu país. Este encontro-surpresa pode significar o degelo das relações entre a Coreia do Norte e a China, que atingiram um ponto baixo com a aplicação de sanções de Pequim ao regime da Coreia do Norte.

A visita de Kim Jong-un foi envolta em grande mistério, tendo chamado a atenção da imprensa internacional apenas esta terça-feira após um elevado número de movimentações na fronteira entre os dois países. Só esta quarta-feira, com a publicação da notícia da Xinhua, que funciona como veículo da propaganda chinesa, é que se ficaram a conhecer os pormenores desta visita. Segundo aquela agência, Kim Jong-un esteve na China entre domingo e esta quarta-feira, após ter recebido um convite para uma visita não-oficial.

O Presidente chinês, Xi Jinping, aceitou ainda o convite do líder norte-coreano, Kim Jong un, para visitar Pyongyang, durante um encontro em Pequim, informou hoje a agência noticiosa oficial norte-coreana KCNA. Em nome do Governo e do Partido dos Trabalhadores, partido único do poder na Coreia do Norte, Kim convidou Xi a “realizar uma visita oficial à Coreia do Norte no momento apropriado”, detalha a agência. “O convite foi aceite com prazer”, acrescenta.

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