Rádio Observador

Turismo

Hotelaria algarvia prevê ocupação média de 80% na Páscoa

Uma ocupação média de 80%, semelhante à do ano anterior, mas acompanhada de uma "ligeira" subida de proveitos, é a expectativa para a Páscoa da principal associação hoteleira do Algarve.

LUIS FOPRRA/LUSA

Uma ocupação média de 80%, semelhante à do ano anterior, mas acompanhada de uma “ligeira” subida de proveitos, é a expectativa para a Páscoa da principal associação hoteleira do Algarve, disse o seu presidente, Elidérico Viegas. Com o presidente da Região de Turismo do Algarve (RTA), Desidério Silva, a apontar também para um período de Páscoa “muito parecido ao 2017”, Elidérico Viegas justifica este aumento dos proveitos com um aumento da procura, sobretudo nacional, que está a permitir uma progressiva recuperação dos preços, que subiram 5% no último ano depois de terem sido “esmagados” pela crise económica de 2008.

“As perspetivas apontam para ocupações mais ou menos idênticas às que se verificaram no ano passado, sendo que há um aumento da procura por parte dos nacionais, que irá compensar de alguma forma as descidas que se verificam nos mercados externos, designadamente no mercado britânico, que nos últimos tempos tem vindo a reduzir a procura para o Algarve e não só, para o país num todo”, afirmou o presidente da Associação de Hotéis e Empreendimentos Turísticos do Algarve (AHETA). Elidérico Viegas justificou a descida na procura proveniente do mercado britânico com a saída do Reino Unido da União Europeia (“Brexit”), e a consequente desvalorização da libra relativamente ao euro, e com a “recuperação” de destinos concorrentes que atravessaram “situações de instabilidade” nos últimos anos.

“A taxa de ocupação poderá atingir em média, no período da Páscoa, especificamente, qualquer coisa como 80%, havendo unidades, sobretudo aquelas que estão mais vocacionadas para trabalhar com mercado interno, que poderão ter taxas de ocupação superiores, outras inferiores”, estimou Elidérico Viegas ao ser questionado sobre o valor da ocupação prevista. O presidente da AHETA destacou também a particularidade de a Pascoa ser no final de março e início de abril como “uma motivação adicional” para atrair visitantes, porque os preços praticados serem ainda os da estação baixa e serem mais convidativos”.

Sobre os proveitos das unidades hoteleiras, Elidérico Viegas disse que os “preços têm vindo a recuperar mais que as ocupações” e “aumentaram à volta de 5% relativamente ao ano anterior”, tornando “expectável que, sendo as ocupações idênticas, o volume de negócios possa ser ligeiramente superior”. O presidente da RTA, Desidério Silva, também disse que “as perspetivas são positivas”, que “há uma procura pela região” e que há hotéis “que estão com 100, outros 80, outros com 90% [de ocupação]”, fazendo com que “este período da Páscoa seja parecido ao 2017”.

Questionado sobre se o mau tempo que tem sido regra nas últimas semanas pode prejudicar a atividade turística neste período festivo, Desidério Silva considerou que não, porque o Algarve dispõe de mais ofertas além do sol e praia e “as reservas estão feitas”. “O Algarve está cheio de oportunidades, ofertas e serviços, nomeadamente o turismo de natureza, que é cada vez mais procurado e mais utilizado e, portanto, as pessoas aproveitarão para passear, para ler, para estar, aproveitar a gastronomia e os nossos vinhos”, afirmou o presidente do Turismo do Algarve.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)