Antes da abertura oficial (ao público) das portas do Salão de Nova Iorque, é já oficial a quinta geração do RAV4. Depois de uma sucessão de teasers, a marca nipónica lá se decidiu por revelar hoje aquilo que muda naquele que é o seu SUV best-seller.

O RAV4 que chegará aos concessionários europeus no início do próximo ano começa por surpreender pela imagem. Antecipado pelo Toyota FT-AC Concept, o novo SUV exala um carácter mais forte, transmitindo a sensação de uma maior robustez e capacidade para lidar com o fora de estrada.

Assim, num segmento que os concorrentes surgem ou se renovam ao ritmo a que crescem as vendas, a Toyota quer garantir que continuará a ter o seu “quinhão” e uma palavra a dizer entre os C-SUV, apostando numa imagem mais “dura”.

A frente exibe novos faróis com tecnologia LED, uma nova grelha e um novo pára-choques, enquanto a traseira passa a contar com uns farolins mais envolventes, unidos por um acabamento cromado. O spoiler traseiro e as barras no tejadilho completam um conjunto que visualmente agrada e onde as protecções de guarda-lamas contribuem decididamente para uma imagem mais agressiva. Mas se estas são as principais diferenças entre a antiga e a nova geração do RAV4, mais importante será aquilo que também muda e não salta à vista.

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Para começar, o SUV segue as pisadas de modelos como o Prius ou o Auris e recebe, também ele, a nova plataforma modular TNGA. O comprimento (4,60 m) praticamente não mexe, mas com 1,69 m de altura, o novo RAV4 é mais baixo (0,5 cm). Face ao seu antecessor, é também mais largo 1 cm (1,85 m de largura) e vê a distância entre eixos crescer outros 3 cm (2,69 m), pelo que a Toyota afirma que as novas medidas aportam uma melhor habitabilidade. O construtor acrescenta ainda que o espaço para bagagem também foi aumentado, embora não especifique quanto.

Quanto ao interior, o habitáculo convoca um ambiente de certo modo minimalista, onde se destaca o ecrã táctil de 7 polegadas, que vem de série com o novo sistema de infoentretenimento Entune 3.0, incluindo Apple CarPlay. Segundo a marca, haverá conectividade Wi-Fi e a possibilidade de usar o Amazon Alexa, sendo que o Entune pode ir-se tornando mais completo à medida que se opta pelas versões mais caras.

A segurança também não foi esquecida e, neste ponto, merece referência o facto de todos os RAV4 disporem de série de um pack denominado SafetySense, o qual integra sistemas de assistência à condução como o alerta de colisão frontal com detecção de peões e travagem de emergência, cruise control adaptativo, entre outros.

Já que capricha numa imagem mais destemida, o SUV nipónico estará à altura do desafio? Como é natural, ainda não sabemos. O que é certo, isso sim, é que o RAV4 aumenta a distância ao solo em 1,3 cm e, como a distância entre eixos cresceu para o mesmo comprimento, isso sugere que o modelo passará a ter melhores ângulos de ataque para lidar com incursões offroad.

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Em termos mecânicos, a motorização que virá para Portugal será electrificada, apresentando-se em duas versões, 4×2 ou 4×4, ambas com transmissão CVT e qualquer uma delas recorrendo aos préstimos de um quatro cilindros de 2,5 litros a gasolina, de ciclo Atkinson. Enquanto a versão de tracção dianteira associa ao motor de combustão uma unidade eléctrica, no eixo dianteiro – como acontece no Prius -, a versão de tracção integral monta outro motor eléctrico no eixo posterior, exclusivamente para actuar as rodas traseiras. A marca assegura que o híbrido “combina eficiência de combustível e emissões, a uma condução silenciosa com maior potência e maior capacidade de resposta”, mas não avança quaisquer dados a respeito de consumos, emissões e prestações.