Rádio Observador

Montepio

Porta-voz de Rui Rio investe dez mil euros da Misericórdia do Porto no Montepio

Santa Casa liderada por um porta-voz do PSD vai investir dez mil euros no capital do Montepio, apesar de conhecidas as posições do partido sobre o tema. "É um valor simbólico", diz António Tavares.

HUGO AMARAL/OBSERVADOR

Apesar da conhecida oposição de Rui Rio à entrada da Santa Casa no capital no Montepio, a Misericórdia do Porto prepara-se para entrar no capital do banco com um investimento de dez mil euros, noticia o jornal Público na sua edição desta terça-feira. “É menos que o valor de um carro utilitário. É um valor simbólico”, defende António Tavares, provedor da instituição e um dos homens convidado pelo líder do PSD para ser porta-voz na área da Solidariedade e Bem Estar — um cargo que irá acumular com as atuais funções na Santa Casa e com o lugar de presidente da mesa da assembleia geral do Montepio.

Num momento em que o ainda controverso negócio da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa (SCML) com o Montepio está em vias de ficar fechado — e que poderá levar a instituição de solidariedade social a assumir 2% do banco –, este investimento adicional pode gerar algum incómodo dentro do PSD pelas posiçoes já assumidas pelo próprio partido.

Algo que o provedor da Santa Casa da Misericórdia do Porto contesta, justificando a sua decisão de investimento pela “importância do papel social do Montepio” e pela “ligação natural” que pode haver entre estas instituições como a Santa Casa e este tipo de bancos. Daí entrarem apenas “com um valor simbólico”, afirmou ao Público.

Uma coisa não tem nada que ver com a outra. A oposição do PSD é sobre a entrada da Santa Casa da Misericórdia de Lisboa no Montepio. Por outro lado, eu nunca fui chamado a pronunciar-me sobre isso. Se fôssemos por aí, ninguém poderia aceitar cargos de natureza política em Portugal”, afirmou. António Tavares.

Recorde-se que a SCML conta com as contribuições — entre mil e dez mil euros — de mais misericórdias e IPSS para somar o investimento necessário que pode atingir, no máximo, 30 milhões de euros, cerca de 4% do ativo da instituição. É nesta parceria, explica o Público, que a Santa Casa do Porto vai entrar. Isto depois de o plano inicial de entrar com cerca de 200 milhões (cerca de 10%) ter sido amplamente criticado.

Este apoio de outras entidades surge depois da intenção da SCML de aplicar 200 milhões de euros (em 10%) do Montepio ter sido fortemente contestada, o que levou a entidade a reduzir o montante de investimento e a alargar a partilha de capital com outras instituições.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)