Os carros não se medem aos palmos e muito menos o respectivo potencial para nos assegurarem emoções fortes. Vem isto a propósito de um desportivo acessível e pequeno, o roadster MX-5 da Mazda, que depois de um estágio numa oficina especializada em carros para drift, se transforma numa máquina terrivelmente eficaz para realizar derrapagens controladas, mas tão atravessadas quanto possível.

O recente Grande Prémio de Fórmula 1 (F1) realizado na Austrália, no circuito de Melbourne, serviu de pretexto para juntar dois ases do volante, ambos apoiados pela Red Bull. O australiano Daniel Ricciardo, reputado piloto de F1, e o neozelandês Mad Mike Whiddett, não menos conceituado mas no mundo do drift, juntaram-se para o segundo mostrar ao primeiro como é escorregar de umas curvas para as outras, sempre de lado com total controlo sobre o veículo.

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É claro que a experiência de ambos os pilotos não podia ser mais antagónica, pois se para Ricciardo atravessar-se significa perder tempo, para Whiddett andar quase perpendicular à pista é o que lhe dá pontos e a vitória. Entre as diversas sessões de treinos para o seu GP, o piloto da Red Bull de F1 deu uma volta ao lado de Mad Mike, com a certeza de que o pequeno Mazda nunca esteve apontado para onde devia, ou seja, para a frente.

O MX-5 deste artista das derrapagens é uma “coisa” muito especial. O motor de quatro cilindros em linha desapareceu, surgindo em seu lugar um motor rotativo daqueles de que a Mazda tanto gosta. Mas apesar de ser extremamente compacto, o motor do Mazda conta com quatro rotores, devidamente soprados por dois turbocompressores. No total, são pouco mais de 1.200 cv, ou seja, uma potência superior ao RB14, o F1 que a Red Bull colocou à disposição de Ricciardo. Na realidade, trata-se de uma versão sobrealimentada do motor que venceu (sem turbos) as 24 Horas de Le Mans de 1991, o R26B, aqui na versão R26B TT, devido ao duplo turbo. Veja aqui como o super MX-5 foi concebido, ao pormenor:

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