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INEM demorou o dobro do tempo a atender chamadas em 2017

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Em 2017, o INEM demorou mais de meio minuto a atender chamadas de socorro. O instituto explicou ao jornal Público que o aumento na resposta se deve à falta de profissionais.

António Cotrim/LUSA

O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) demorou, em média, 36 segundos a atender chamadas de emergência em 2017, escreve o Público na edição desta quarta-feira. Falta de profissionais e os picos de procura são as explicações para o aumento do tempo de resposta.

Se em 2016 os Centros de Orientação de Doentes Urgentes (CODU) do INEM demoraram, em média, 18 segundos a atender chamadas de socorro, em 2017 o tempo de resposta aumentou para mais de meio minuto. O INEM explica ao mesmo jornal que este agravamento “está relacionado com o conhecido défice de recursos humanos“, mas que este acréscimo “da ordem de segundos” não se reflete significativamente “nos tempos globais de resposta às emergências médicas“. Uma vez que, assim que “é recolhida informação que justifique o envio de meios, o que acontece na fase inicial da chamada”, estes são imediatamente ativados.

O INEM carece de “cerca de 350” profissionais neste momento, admite o presidente do instituto, Luís Meira, para quem a maior preocupação não é o aumento do tempo médio do atendimento das chamadas, mas sim “os tempos para o socorro”. O ano passado foi ouvido no parlamento precisamente devido aos elevados tempos de espera, altura em que reconheceu que a falta de profissionais e um grande volume de chamadas em certas alturas comprometiam “pontualmente” os tempos de resposta, mas garantiu que não estava em causa a qualidade do socorro.

O Ministério da Saúde avançou com a criação de um grupo de trabalho com o objetivo de reestruturar o funcionamento dos CODU. Aparentemente, as 14 recomendações deste grupo de trabalho não estão ainda a surtir efeito.

Contratação de 100 profissionais

Está em curso o procedimento para recrutamento de 100 trabalhadores para os CODU e meios de emrgência pré-hospitalar. Esta contratação só acontecerá em maio e os profissionais terão depois de fazer uma formação de seis meses, pelo que apenas devem começar a exercer funções no final do ano. Até à data, a resposta tem sido assegurada pelos trabalhadores que têm feito muitas horas extraordinárias, segundo o prisidente do Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar, Pedro Moreira.

O problema de recursos humanos já não é de agora: no final de 2017, havia 927 técnicos de emergência pré-hospitalar quando na realidade deveria haver 1264, de acordo com o relatório anual da atividade dos CODU.

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